sexta-feira, julho 26, 2013

temperança

o tempo é uma mentira. então eu não vou me importar quando você falar dele.
as coisas mais leves e bonitas são infaláveis, mas não infalíveis.
toda vez que eu tentei te dizer o simples
ficou complicado,
toda vez que as palavras gritaram comigo querendo sair
eu me calei.
afinal elas pesavam mais do que o que elas queriam dizer.
então vamos pegar juntas esses brotos, sementes, feijões, palavras, chavões,
separar o pesado,
do real.
sentir a saudades,
beber o vinho
e esperar que a vida seja essa mulher, esse homem, esse bicho,
languidamente forte,
presente.
areia.

do mal que te conheço,
invade um gostar.
maresia afetiva,
a marejar meu olfato do querer,
e do ficar.

se o tempo passar
ou não passar.

3 comentários:

g. disse...

que coisa mais linda.

g. disse...

que coisa mais linda.

Julia Bicalho Mendes disse...

lindo!