sábado, março 25, 2006

vamos fazer um filme

eu não queria começos de frases nessa madrugada,
queria um arrepio, um gozo, um tejo.
queria tanto sexo,
e de receios, toda minha inocência.
os papos angustiantes, entre um ou dois gim's,
queria pedir pro mundo parar de girar,
nesse ritmo alucinante,
que eu tava naquela roda maldita,
pulando de cavalinho em cavalinho,
claustrofóbica, angustiada, só,
com todas as cores alcoolicas a volta.
eu queria pedir pra parar,
que eu queria descer.
tinha perdido um tanto da graça,
e só tinha pra mim no mundo uma salvação,
pra tanta desilusão, meu amigo,
pra tantos conceitos desordenados!
aquele abraço quente,
um rosto um cheiro conhecidos,
aquele calor materno,
que eu quase nunca tive.
andar com os pés descalsos,
se mostrou ardido.
os pés que sabiam andar sós a tempos,
esses, de repente, estavam vazios.
acolhida num abraço, não é preciso saber todas as verdades do mundo,
não é preciso ser ética e correta,
não é preciso finais eloquentes.

2 comentários:

peixe disse...

"Pára o muuuundo que eu quero descer, tem muito vagabuuundo atrás do meu jabaculê! A vida é uma sinuca, mas confio no meu taco, meu borogodó é do Balacobaco!"

para o mundo e desce pra cá.

peixe disse...

vamos fazer um filme.