domingo, novembro 23, 2008

filosofia

não.

ela dizia não como se a noite não estivesse fria e os pingos de uma chuva imaginária não nos alcançasse nas vértebras.
ela sempre se declarava baseada em inverdades, e
conforme os dias passavam, ele começava a duvidar.

então será que não era realmente ruiva
e talvez não gostasse da hora da noite em que apareciam os morcegos?
ou talvez mãe não tivesse,
nem medo de barata.

enquanto olhava fundo nos olhos dela se sentia bem ausente.
tinha seus peitos sob o queixo,
as mãos nas mãos nas mãos:
ausente.

sentia-se como um pedaço de carne mal carpida,
aninhado nos braços de uma desconhecida.

sentia como ela o via,
como uma porção qualquer de cabelo em que pudesse exercer seu cafuné.

contava segredos e sabia que não seria ouvido,
ouvia tudo o que dizia e não sabia se acreditava.

ia dormir intranquilo e enquanto sonhava a via de fato:
ela sorria e era verão.

2 comentários:

nati disse...

"ela" me dá medo

aninha disse...

embora ela não tenha medo de você,
e sonhe com você toda noite.
você sorria e era verão.