sábado, agosto 29, 2009

o sonho do sonho

se sono me espalho,
não há corpo que me seja
não há pele
não há rosto.

quando acordo apenas banho
que me organiza se há sol.
toco-me os poros,
chamo-me gente com algum nome que encontrar,
sinto-me e sei.
passo a conhecer o limite da pele
que é onde o mundo acaba.

a rotina secunda o mesmo,
os horários coincididos nos relógios das gentes,
linhas de ônibus coincididas nos mesmos espaços.

a noite tudo dorme se espalhando,
esquece o nome,
e perde a hora.

a noite tudo é sonho,
rua é sonho, cão é sonho.
tudo a mesma massa porosa.

de manhã por acidente,
tudo volta exato ao seu lugar de ontem,
sem suspeitar e sem sono.

2 comentários:

Maria Negrão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luís disse...

Não soube acabar,
mas o sentimento é bom..