sexta-feira, maio 11, 2007

muito pouco

a solidão me gasta a pele como o meu medo de não ser. apenas como isso. eu deveria me lembrar de que os passos se dão por negação. a força das pernas vence a preguiça.
se não for para ver o time ganhar, basta andar pela cidade. eu ouço melodias no meu oco, eu sorrio de uma alegria qualquer. esquinas e esquinas, anônimas. esses são os meus passos (eterno desconhecer de suas meninas). o céu me cobre, a rua me cede,eis que invado a vida, com seus pés de aço: venço seus vãos. assim que esvazio o sentido da inversão que é ser para dentro. a cidade me faz tão pouco, me rareia, não passo de um não nome. andar desse existir para fora.

Um comentário:

peixe disse...

e sentir muito frio