quinta-feira, junho 26, 2008

saudades de mim

rita, devolve o meu sossego, cansei de ser a única luz acesa da cidade, quando já é alta madrugada. rita mãe, se lembra de levar o lixo pra fora, amanhã me acorde com ternurna, que eu já não estou acostumada. dê um beijo nas minhas costas, e quando eu blasfemar e gritar e chorar, saiba que ainda não é hora de ir embora, é só meu desespero que a manhã trás. a vida meu amor, é esse eterno emudecer, percebe que é feita de dias, dias e dias? todas as horas contadas de uma vida.
escuta, me abraça forte mais uma vez, que eu não aguento mais saber o que é viver. porque todos os corpos são iguais, e todos nós temos nariz, e nariz é uma coisa pra lá de esquisita. somos todos tão esquisitos. e às vezes eu realmente penso que lido com pessoas de aço, ou que se não, ao contrário, são como pequenas nuvens tenazes, me acertando com sua umidade. esses são os piores. esses só sopro. porque nem revidar eu posso. tento lhes acertar um soco, e as nuvens desenham novos desenhos.
rita, me trás mais uma dose, ou quem sabe vamos jogar um jogo. você me conta uma história, eu te conto outra, a gente se reveza nisso de se olhar, e vai tecendo uma história fabulosa que só termina quando acabar.
querida, me dá suas mãos, vamos combinar de ser macias, eu só quero me distrair, a gente se abraça de um jeito novo, e daí não vai ser se abraçar.
minha flor, eu não me reconheço, estou cansada dessa pessoa aqui jogando minhas palavras fora, vem pra perto de mim, você que também taopouco existe, suga minhas entranhas quando for a hora. e não se esquece, meu amor, de depois levar o lixo lá fora.

2 comentários:

transferência disse...

http://www.pensador.info/frase/MzM3OTg3/



de certa forma

tereza disse...

quando fico mais pra louca, minhas cores ficam mais verdes.