quinta-feira, abril 02, 2009

rua laboriosa

idéias fixas vagam enquanto peço um copo d'água.
o balcão do bar é sujo,
a luz do sol filtrada.
o velho dono tem a barba rala,
sentado numa cadeira velha,
parecendo um pirata.

não fumo cigarros da morte,
vontade de lavar a mão,
enxugo-a dessa água rala na barra da calça,
e espero dias melhores.

uma mulher bonita e só dela me olha de esguelha,
mas não me nota.
lá fora o mundo todo inexiste numa vida corriqueira.
pombos ecoam seus vôos cor de cinza,
o vento me prega peças.

Um comentário:

Maria Negrão disse...

Desde então você se movimenta tão rápido que parece até acreditar que o tempo vai passar na mesma velocidade.