terça-feira, fevereiro 06, 2007

insônia

1. eu grafo o seu nome no tempo
2. há as temeridades no meio do caminho
3. se já não é, faço de tudo uma grande mentira
4. me preocupo, pois sim, há sempre as certezas cruéis
5. eu chamo o tempo de espaço
6. sinto a tua mão no meu peito, me apertando com grave respeito, com um certo amor materializado não sei donde, sinto sua boca procurando o meu pescoço, carnes nuas, fazendo ao invés de sexo, ternurna
7. sinto a sua falta
8. e por fim durmo

Um comentário:

peixe disse...

ouve arnaldo antunes bicho

te amo