domingo, dezembro 25, 2005

gosto muito de você. leãozinho.

eu andava ostrando por aí, era tudo o recomforto conformado (já viu como conformo parece conforto?). pois é. ostrava, de monte, por aí. sou muito medrosa, isso é o que sou, e tinha medo, tanto medo. pois é. quando eu era pequena tinha medo de rio. meu pai me tacou num rio uma vez, e eu não tive mais medo. pois é. ela me tacou na vida (ela e ele em verdade), e eu não tive mais medo. daí eu senti felicidade. era um troço quente e embaçado. quente, embaçado pelas lágrimas. muitas muitas lágrimas, que eram o preço da felicidade. pois é. daí foi embora, pra sempre. mesmo que não fosse, foi pra sempre. mas. daí de vez em quando aparece a sombra, acontece que é amargo. acontece que tudo mudou e perdeu a graça. acontece que na minha lembrança mora um episódio doce. e só. esquece-se as sobras. esqueçe-se os restos.

olha eu não deveria te dizer, mas era tudo macio como em sonho.
e isso não é questão de caráter, é questão de maciez inata.
saca?

6 comentários:

Iara disse...

Ana, vc é fantástica!

Calças... disse...

long time no see.

como foi de natal?

ano novo em sp?
se tiver por aqui, call me.

peixe disse...

nao entendo tanto de maciez inata.

ou nao.

Hug disse...

Brilhante, bixo. Meio Lygia Fagundes Telles.

ledinha disse...

qaunto ao texto,eu sei q tem,mas são poucos,quem sabe tu quebra a regra heim garota!concordo com a garota de cima quanto a comparações!(rr)
te mais ver
bjos

Anônimo disse...

necessario verificar:)