quarta-feira, março 29, 2006

eu sempre soube

fato budista: energia de criação artística é puro sexo

metáfora

pra mim o mundo é todo como uma rua deserta escura,
e cada pessoa tem uma casa, com a luz acesa,
que nunca será conhecida por ninguém além do solitário proprietário.

segunda-feira, março 27, 2006

juventude transviada

tardiamente, tenho minha crise,
e essas são minhas únicas desculpas.
pára tudo irmãozinho,
porque tá tudo errado,
tudo que tá do jeito certo,
e que tá do lado errado.
quero comer com a mão,
dar o cu,
bater o carro.
cansei de tanto comportamento,
o mesmo,
em todos os lugares,
eu cansei de tanta repressão, de tanta elegancia,
estive certa,
as vezes vejo,
freud tava certo,
o sexo libera.
vamos liberar porque é o caminho,
ficar preso em posturas e soluções,
em carreiras e sermões,
isso é adoecer,
é deformar a alma.
o homem é adulto pra trepar,
amadurece, pra que?
não é pra existir perdão,
eu quero, e o que eu quero é fora da medida,
é grande demais pra qualquer um ler,
eu quero é estourar a poesia,
estourar a medida,
estourar sua preguiça.
eu quero.

sábado, março 25, 2006

vamos fazer um filme

eu não queria começos de frases nessa madrugada,
queria um arrepio, um gozo, um tejo.
queria tanto sexo,
e de receios, toda minha inocência.
os papos angustiantes, entre um ou dois gim's,
queria pedir pro mundo parar de girar,
nesse ritmo alucinante,
que eu tava naquela roda maldita,
pulando de cavalinho em cavalinho,
claustrofóbica, angustiada, só,
com todas as cores alcoolicas a volta.
eu queria pedir pra parar,
que eu queria descer.
tinha perdido um tanto da graça,
e só tinha pra mim no mundo uma salvação,
pra tanta desilusão, meu amigo,
pra tantos conceitos desordenados!
aquele abraço quente,
um rosto um cheiro conhecidos,
aquele calor materno,
que eu quase nunca tive.
andar com os pés descalsos,
se mostrou ardido.
os pés que sabiam andar sós a tempos,
esses, de repente, estavam vazios.
acolhida num abraço, não é preciso saber todas as verdades do mundo,
não é preciso ser ética e correta,
não é preciso finais eloquentes.

terça-feira, março 21, 2006

atávico

as cenas de uma vida que não vale a pena servem apenas para distrair desse eterno movimento. como um quarto lotado de papéis, fotos e lembranças, nos quais me perco até esquecer o que estava procurando.
minha ânsia desabalada de transcendência, minha compulsividade com os livros, tudo para suplantar os desejos mais singelos que há em mim: teu sexo num buque de flores, os delírios livres de uma mente sem febre.

domingo, março 19, 2006

estudo sobre a inércia

refletido no seu óculos,
passavam os sonhos,
filmes, rebanhos,
(ou seriam nuvens?).

apesar do quarto nu, mundo,
o silêncio.
que tornava as palavras bolhas,
bolhas, nuvens.

o mundo passava,
nos óculos,
e o silêncio sonhava.

e do silêncio,
por isso,
não restam palavras,
restam nuvens, bolhas, cenas recortadas, pensamentos,
restam sonhos invivíveis,
atrás do óculos,
invisíveis.

sexta-feira, março 10, 2006

9 de março

fui, com flores amarelas.
voltei, com um sorriso panaca pacas.

quarta-feira, março 08, 2006

que importam as dunas? tudo importa.

doce pregador,
apaixonado pelas próprias palavras,
metralhava, nós,
os desiludidos,
com qualquer verdade entusiasmada.
falava de mar,
perdigotos e palavras-consolo,
e de dentro,
quase inata,
me veio aquela imensa vontade,
que dentro de mim se esforçava,
e crescia e sufocava,
de ter sua mão,
na minha.

finished

eu conhecia aquele nariz, aqueles olhos.
eram da minha mãe morta,
olhava encantada, como se fosse mesmo,
uma hora e meia sem perceber o que raios falavam pela sala.
eram ondas, perdidas,
que quando eu eventualmente quisesse,
poderia resgatar.

sábado, março 04, 2006

mulheres, mulheres....

frágil.
eu só preciso de um abraço.

quinta-feira, março 02, 2006

livros

'tropeçava nos astros desastrados'
nua, vendo as estrelas.
vontade de se cortar,
beber mais já não havia.
amor maior já não tinha,
beijo algum no largo da cidade.
e a cidade já cedo explodia.
as calças sentadas no chão,
parecia o medo.
era o medo enfim
'Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um:'

terça-feira, fevereiro 28, 2006

caledoscópio

Eu queria gravar as imagens que não saem do meu cérebro em folhas sem culpa, sem testemunhas dos meus inesperados crimes e das minhas fraquezas. Quando eu fecho os olhos e sinto prazer, nas dobras das memórias, e eu sinto prazer sob esse tédio imenso. As vezes penso tão rápido tentando ser sincera ao máximo, como se mentiras fossem como cascas de cebola, e então nada mais faz sentido e eu fico pairando num limbo silencioso e sem razão, que eles chamam de loucura.

não, eu não entendo

o copo de leite na mão, o pijama tão real quanto uma brochada, davam-na aquela aura morna de pão saído do forno. o pai deitado no sofá via o filme na t.v., e a menina via só a luz azul nas rugas dele. a dois passos da escada lembrou-se de ser simpática:
- boa noite - e liquefeu-se numa poça.

domingo, fevereiro 26, 2006

soneto da falta do que fazer (de como chegar às calcinhas em outras décadas)

ei broto, vamos pegar uma onda em bora-bora.
ei cocota, vamos embora.
juro que assim que você beber uma coca-cola,
vai perceber que eu e você somos um estouro.

ei baby, não se acanhe,
não me morda, não me arranhe,
não se assuste baby,
com minhas rimas baratas.

eu sei que eu não fui a escola,
que não sou judeu,
que eu cheiro cola,

no entanto, o melhor é começar do princípio,
ei pequena vamos nessa,
vamos fazer um filho!

certa feita: amarelo e azul ficou simpático!

existia um gato que se chamava stevie wonder, ele era amarelo e gordo.
essa noite ele se escondeu embaixo de um fusca azul,
como os milhares de imperceptíveis felinos em baixo de tantos carros, em tantas noites.
eu andava, com passos cansados.
era eu e stevie wonder, stevie wonder and me.
super romântico sabe.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

bridge over trouble water

qualquer maneira de amor valerá.

(hoje uma das flores polinizou)

o que será que será, que todos os avisos não vão evitar?

terça-feira, fevereiro 21, 2006

arde o tempo todo

eu to na lama
tantos motivos que ardem
ocultos no prazer barato dessas tardes de bar

típico e previsível

aposto que ontem eu falei várias coisas interessantes.
pena que eu não lembro.

sábado, fevereiro 18, 2006

about lost memories, in a far far away holiday sunday.

como eu sei, porque nunca mais te vi.
(faz tanto tempo)
e também nunca mais ia te ver,
eu era outra outra outra pessoa.
(eu to tentando esqueçer, juro que to)
acho que numa tarde qualquer vai me invadir essa mesma melancolia,
mas acho que nunca vou esquecer.


obs: desculpem o inglês porco.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

zedentarismo

não me peça para garantir verdades,
minhas verdades não duram instantes.
as milhares de pequenas existências,
não duram instantes.

não me chame de mentirosa.
chama-me de esquizofrenica.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

porcos com asas

no meio da sala a menina, no sofá,
a menina linda. luz vermelha de bordel,
e muito café. pra todo lugar que ia,
a mesma tátil sensação, a boca,
a boca, mastigando cada pedaço,
fresco, de vida.

foi mergulhado, tudo,
no caldo do dia,
tudo lírico, eufemista, podia
segurar o mundo,
na ponta dos dedos.

mordia as esquinas, lambia
mamilos. era tudo salgado
e doce, e lindo.

extase escancarado.

domingo, fevereiro 12, 2006

deixa-me ser fútil

olha, o colegial acabou,
morreu a grande instituição paternalista.

os amigos vão pelo mundo,
cada um em um canto.

daqui a pouco saio de casa,
nem falo mais com meus pais.

e sabe, eu nem sei mais quem eu sou.

acho esse um belo dum conceito de solidão.

domingo, fevereiro 05, 2006

vide bula

a vida tá me doendo,
dores de clarice,
dores de mulher,
dores sem razão.

as cores me machucam,
tudo me segura forte,
parece uma pataquada lírica,
pungindo embaixo do meu nariz.

ei, você, quem sou eu?
ei, eu, quem é você?

as sardas de adalgisa

a coisa mais linda foi:
sua lágrima no meu olho.
era salgado e ardia

mas as outras lágrimas,
que eram minhas,
não eram só suas
eram do céu ao chão.

acho que é abbey road

eu.
eu só.
eu só vivo.
eu só vivo pra uma.
eu só vivo pra uma coisa.


"and in the end, the love you take, is equal to the love... you make..."

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

eles dizem que eu sou insana

andei pelo escadão,
as pichações,
e o muro de heras.
o chão, a parede, só sobrava o céu.
me senti dando descarga,
tudo girando, girando, sugando,
e no fim do escadão eu já era uma pessoa diferente.

aí eu acordei,
mas já não sabia quem eu era.
passei duas horas deitada nua,
e vi meus mamilos endurecerem.
eu não queria sair da cama,
fora da cama não era macio,
como o colchão e a luz laranja.

saiu o sol, e como sempre,
obscureceu minhas certezas.
sabe..

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

ceci n'est pas une pipe

"
sem contenção

sem contenção

cabe a razão de cada um ter sua visão

"


ei. to ficando nervosa.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

tão seu - skank

Eu sinto sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre

Não diga que não vem me ver
de noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no Pathé

Que culpa a gente tem de ser feliz
Que culpa a gente tem, meu bem
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além

Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu

terça-feira, janeiro 31, 2006

a amava com a intensidade dos tímidos e a insistência dos tolos

seu gosto ficou de vez, teu cheiro, na minha cara.
sem lembranças, as memórias estão presas no meu corpo.

mas o corpo respira, e pensa.
não consigo evitar que pense.'
desejo.

gostos e bocas.

vale a pena ouvir

After Hours
Velvet Underground

1-2-3
If you close the door, the night could last forever
Keep the sunshine out and say hello to never
All the people are dancing and they're havin such fun
I wish it could happen to me
but if you close the door, I'd never have to see the day again.
If you close the door, the night could last forever,
Leave the wineglass out and drink a toast to never
Oh, someday I know someone will look into my eyesand say hello -- you're my very special one--but if you close the door, I'd never have to see the day again.
Dark cloudy bars
Shiny Cadillac carsand the people on subways and trains
Looking gray in the rain
As they stand disarrayed
And if you close the door, the night could last forever.
Leave the sunshine out and say hello to never
all the people are dancing and they're having such fun
I wish it could happen to me'
Cause if you close the door,
I'd never have to see the day again.
I'd never have to see the day again.
(once more)
I'd never have to see the day again.

tem muito a ver.
achava que nunca teria essa capacidade de intimidade assim assado.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

um instante maestro

as palavras nem sempre compreendem a verdade.
por um instante achei que seria o tão esperado ponto final,
mas agora percebo,
nunca teremos ponto final..
pelo menos assim espero.

tua mão procura a minha - fujo,
segundos depois as procuro, e já não estão lá.
paradoxal como é,
amor - amplo e bonito.
mas insustentável.
essa era a palavra não é?

domingo, janeiro 22, 2006

i'm finding it harder to be a gentlemen

não estou mais entendendo nada
isso dá uma aflição danada
pelo menos vai perdendo as ilusões
endurecendo qualquer resquício de ternurna

todo mundo quer ser descoberto
é verdade
mas tem uma hora que tem que pensar,
e fazer um royal flesh

acordei -
miojo nas paredes
cigarro no chão

o jack white tem cara de ser maluco e endurecido
e parece muitíssimo inteligente.
- and i got mud on my shoes -

só queria fazer um soneto bicho.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

a racionalidade e o amor (em francês)

antecipa os tropegos ébrios do espírito
e vai na contramão de todo resto.
sai a destrinchar conceitos,
esmiuçar possibilidades,

e esqueçe que o encanto,
não pode ser provocado.


não é para admirar,
e sim para sentir, porra.

domingo, janeiro 15, 2006

lembrando-se:

o vazio naum pode ser descrito por palavras.
o vazio é a ausencia delas.
é não entender nada disso.
eu e meus valores, minhas loucuras.
no meio disso tudo, que é muito maior que eu.
e dessas pessoas que mesmo assim eu amo.
e quero.
mas.
isso tudo é mais forte que nós.
escuta meu pseudo guardião, werther.
obrigado por gostar de mim, me dar tudo o que você me deu.
me ensinar tudo.
está claro, acabou.
e mesmo assim, sem volta, nem recomeço...
eu te amo.







tem pessoas que são lindas, mas não são tão bonitas assim.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

i me mine ou tentando quebrar o maldito vaso chinês ou as primeiras palavras de emily claudel ou ainda como dissuadir uma toupeira em cinco lições

é preciso ser tão sujo pra ser livre prozac é limpo prozac é elegante (a famosa moralidade) enfim ser livre tão burguês e tão popular o engraçado é que ela veste calças de pijama minha madame é elegante porque não é livre mas veste calças de pijama e incluindo nesse papo de liberdade eu continuo e digo que não permitiria um "é" sem acento poxa isso me deixaria bolada tanto como é difícil mudar de assunto sem pontuar e o pior é que de fato não está nem perto de ser original está a galáxias de ser original (pegou pegou galáxias) acho que galáxias tem vírgula mas parenteses meu deus como sinto falta das queridas reticências puts melhor desabafar essa necessidade por teclas proibidas pondo várias palavras bem acentuadas tal qual ahn ahn inconstitucionalicimamente isso é a infancia de todo bom adolescente e coisas como péeeezinho ótimo simplesmente ótimo infancia de merda o denis falava de uma menina da vila ele disse que ela é legal mas que ela achava bonito ser feia eu pessoalmente achei bonito ela achar bonito ser feia mas acho que o que gosto mesmo é da sujeira dela a sujeira que eu não sei se é dela ou do azul acho que se confunde e talvez quando ela vai cheirar uma carreira no banheiro do azul acho que eles viram um só puta troço bonito os dois vão viver pouco mas quem que não vai viver pouco hoje em dia?

-me sinto péssima baby,
(mil cigarros)
um desconsolar tão sozinho e igual,
quem ligará?

pois é...
prozac é elegante.

(o legal dos personagens, é que eles são a personificação das mentiras e das perversões... ainda mais se você pega um wilde, ou coisa que o valha..)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

causa/consequência

popoctpoctpopoctpoct.
décimo quinto andar.
luís do bar se masturba ao som de um rockabilly.

esquina da augusta com a antonio carlos.
o vento leva a garçonete vegetariana a arrumar os cabelos castanhos, com uma graça tão emblemática, que o cara com o rim zoado que, por sinal, acabava de voltar da consulta médica virou a cabeça pra trás, afim de poder observar, e, fatalmente, perdeu alguns instantes de sua vida.
mas ele não tem a menor chance. ela estava a minutos de se encontrar com sua muito esbelta namorada. sim, sim...
o joca já havia me dito.
ele pegou as duas no banheiro...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

i can watch the country side

eu não devia beber, nem ficar com os seios a mostra: faz mal pra minha garganta.
eu não devia falar eu, é proibido.
eu não devia seguir leis.
eu não deveria reclamar e me sentir miserável.
eu só devia me sentir masoquista na depilação.
eu só devia me permitir bular essa rigorosa seleção de normas por causas nobres.
eu queria jogar sinuca.
eu queria liberar minhas tensões sexuais.
eu queria me sentir livre.
eu queria poder escrever tudo o que me passasse na minha cabeça.
eu queria ser idiota (ou corajosa) o suficiente pra mandar tudo a merda.
eu queria ter histórico relaciomental com quase todo mundo.
o arcade fire podia me seguir o dia inteiro.
mas hoje a noite tá tão escura.
e eu preciso me esquecer que ela tá escura?
porque?
porque?

i've been leeeeeeeearning to drive, my hole life.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

costurandopalavras

o fim e o começo: recapitula todo o excesso: sai e entra: abre mil portas: deixa-as abertas: e persistiria tanto: o vazio teria oculto em si: o infinito


..............................................................................................................o infinito

fuvest

eu não quero mais. de verdade.

sábado, janeiro 07, 2006

is strange to dance so soon??

pouca convivência, de palavras mortas, e emails nesse entremeio, me lembram de cartas de quem já não se vê, mas de certa forma se importou. de quem num dia (qualquer por excelência), tem um chiste, e se lembra, em um ou dois vagos momentos. entra aí o flash de um sorriso incosciente de si, e pequeno, um sorriso que por isso mesmo, é puro gozo. e segue a vida desnaturada e arrebanhada da humanidade.
daí seguem-se as cartas, que por serem distantes, e por tentarem inultilmente (e sem mta força em verdade) resgatar alguma vida, como que extraindo de um fruto seco qualquer tentativa de suco, tem um tom esguio e bonito, com alguns floreios e outros borrões (algo tem q denunciar a assiduidade de harry potter). você já descobriu a importancia de ser feliz? de ir no cinema, de ir no teatro, de levar semi acordado essa vida em cima do caminho de pedras? passo atrás de passo, e o horizonte sempre visível, e sempre temível. eu não. queria q você me explicasse se pudesse, você parece saber... mas ora, me dizem que as razões são sempre próprias! pois espero que naum.. espero que se salvem, me salvem, que talvez não seja próprio, mas sim um segredo bem guardado.
talvez seja preciso conhecer-te a si proprio, pra aprender como satisfazer-se.
qr dizer, é sempre assim, naum é...?
são quase três, e você sabe ser feliz. pensar... esse é o veneno.. ler também é muito destrutivo... solucionar... isso é do demonio.. o primordial é manter-se na satisfacao propria, masturbaçao, consumismo, massageaçao de ego, tdo isso... no ciclo ínfimo, consumir, vazio, consumir, vazio, mais mais mais, e as vezes a overdose... o.d.... pois é, cada vez mais a luz traz as trevas, a luz, desse pessoal porcalhão..
quando voltar, esperarei, q você chegue baixinho no meu ouvido, e conte, o segredo de ser feliz.

obs. vê q a pergunta modificou??? pois isso significa que eu sei a resposta, eu algum lugar, só naum me permito saber, por causa de algum mecanismo de defesa... não têm o mínimo sentido.é preciso coragem, e isso é parte do processo todo. acho que sei a resposta, mas não sei a pergunta..
sofia, minha mente me perturba.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

the arcade fire - neighborhood 1# tunels

tava tocando a história fantástica dos túneis da neve,
em que eles deixaram o cabelo crescer e esqueceram tudo o que sabiam.
foi fantástico.
a chuva tava lá fora,
e de alguma maneira o atrito do pneu deixava aquele solo leitoso e escuro,
quente.
pelo meu ouvido, pela minha boca, até pelos olhos,
saia um troço que me enchia o peito,
um troço espiritual quase líquido.

e esse troço, e o asfalto, e a música, e principalmente a escuridão,
tinha tudo uma leve impressão de que todas as concepções tavam erradas,
e que a matéria corria livre por debaixo dos olhos preguiçosos.
a matéria era livre.
e nesse instante a melodia ficou tão bonita.
que deu vontade de se chamar de lírico, ou sei lá.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

joão gostoso

sujeito grandalhão - acabado - cara de policial com dor de dente. Entra pela edícula direita, segue pelo patamar e alcança o banheiro.

- Já não somos crianças, os rostos não conseguem mais fingir não enganar (perderam a ignorância). Sempre máscaras. O rosto no deserto não tem forma, mas basta alguém olhar, que ele se transforma num holograma (entre mil). Os olhos, o olho, é a única coisa que resta de vivo, de real. É como um pequeno animal assustado, acuado na caverna. Estamos quase sempre perdidos.

Observa as rugas, os vincos, observa a pele cada vez mais grossa. Camadas e camadas de amargura...
Ele olha, as rugas vivas, a lhe magoarem o rosto, o sujeito liquidado.

- Dois espelhos postos um em frente do outro, abolutamente paralelos.
O que eles refletem? O que eles refletem??

Um instante diferente, e ele não seria o mesmo. No entanto, ele forma uma unidade, e essa certeza o dilacera. Ele pensa, ele e o corpo. Um só. Não poderia ser de outra maneira.

domingo, dezembro 25, 2005

gosto muito de você. leãozinho.

eu andava ostrando por aí, era tudo o recomforto conformado (já viu como conformo parece conforto?). pois é. ostrava, de monte, por aí. sou muito medrosa, isso é o que sou, e tinha medo, tanto medo. pois é. quando eu era pequena tinha medo de rio. meu pai me tacou num rio uma vez, e eu não tive mais medo. pois é. ela me tacou na vida (ela e ele em verdade), e eu não tive mais medo. daí eu senti felicidade. era um troço quente e embaçado. quente, embaçado pelas lágrimas. muitas muitas lágrimas, que eram o preço da felicidade. pois é. daí foi embora, pra sempre. mesmo que não fosse, foi pra sempre. mas. daí de vez em quando aparece a sombra, acontece que é amargo. acontece que tudo mudou e perdeu a graça. acontece que na minha lembrança mora um episódio doce. e só. esquece-se as sobras. esqueçe-se os restos.

olha eu não deveria te dizer, mas era tudo macio como em sonho.
e isso não é questão de caráter, é questão de maciez inata.
saca?

há tempos

Me cansei de fingir me calar diante dessa conspiração sem razão.
Calar-se diante das coisas mais banais, e necessárias. Absurdo.

Assim, meus músculos cansados, começam a acostumar-se a não reclamar a dor, de ser músculo partido.
Calar as coisas de real valor, esses milagres de que você fala, e eu teimava em não acreditar.
Cala-los, pois permitir a sua existência, nesse mundo tão cinzento, é pecado dos mais graves.
Sim, palavras não deixarão os milagres desfazerem-se ao longo do dia.

e fora do onibûs é noite, e luzes laranjas iluminam o mato que passa rápido demais para que algo dele viva em mim. no máximo morre a fugaz impressão que me deixou. mesmo que algo fique pra sempre, impresso na minha retina, e faça parte de mim.

E o sol que fez essa tarde é um milagre, e o sorriso silencioso e contente do cobrador é um milagre, e as minhas saudades são um milagre.

Me divido ainda entre a sensação de estar dentro de um filme, e não participar dessa vida, ter esquecido a minha alma no metrô, e a sensação de ainda sentir as coisas, com uma intensidade tremenda. Acho mesmo é que estou morrendo, cada segundo um pouco mais. E quem sabe não é isso mesmo!

Meus beijos já não são como eram na semana passada, e de uns tempos pra cá, ando perdendo muito de mim. À noite, bem baixinho, sussurram na minha orelha, que a vida é curta, e a infância acabou-se. E assim aos poucos, vou esquecendo de ser consciente, e parto pra vida com um corpo oco e surdo.
E é um crime, que à noite a culpa cristã vem castigar.
(mas se os dias hoje em dia só tem 22 horas!).

Sim, já não sou mais a mesma, e já nem sei mais quem sou.
Me perdi em alguma esquina, e nunca mais me encontrei.
Sem eu mesma não sei mais diferenciar as cores,
e não sei mais reconhecer pessoas, de pedras, ou de plantas.

Quem ser eu?
Eu é.

(carta prum professor do caralho)

sábado, dezembro 24, 2005

admirável mundo novo

"Levada às últimas conseqüências, a tecnologia cria, para o homem, um paraíso artificial e perfeito, um mundo em que não há pobreza nem velhice.

Crianças são geradas em laboratórios e especialmente treinadas para desempenhar futuras funções no meio social, mas é um mundo em que foi abolida a família, onde não há lugar para os sentimentos e no qual a extrema liberdade sexual não deixa lugar para o amor."

- crítica a Stálin, ou profecia da sociedade pós moderna?

quarta-feira, dezembro 21, 2005

O sétimo retrato do Desespero

Desespero se lembra.

é uma recordação peculiar e chata,
na qual as coisas se tornam desoladoras e atadas à escuridão.
Existe alegria aqui,
é claro,
e amor,
e carícias.
A presença que faz
o presente ser absolutamente
insuportável.
Sem triunfo,
sem amor,
sem alegria
o trabalho dela seria em vão.

post da ju.

terça-feira, dezembro 20, 2005

me gusta

People always told me be careful of what you do
And don't go around breaking young girls' hearts
And mother always told me be careful of who you love
And be careful of what you do 'cause the lie becomes the truth

Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son

michael jackson

domingo, dezembro 18, 2005

pontadas no rim

eu não quero que pense que te amo,
pois não amo.

mas eu quero que imagine que te quero,
pois assim, talvez... te faria feliz.

não quero nunca falar sobre amor,
nem sobre saudades,
se já não os sinto,
se os invento.

esses vícios de estilo,
a insônia,
tudo, me dá dor de estômago.
talvez seja hora de levar um soco no estômago,
pra ler o que é dor.
talvez,
fugir, como sempre.

observações pela noite que não devem ser feitas

- azar, azar, azar, azar.
- a vic e essas amigas malucas são mo descoladas e quase bonitas.
(deus do céu, casa da jucê com brie, foie gras, champagne!!)
- amanhã é ligar pro nico às 3.
- e pra mais alguém, quem? quem??!
- a noite é uma criança... e o taxista é mui simpático.
- céu sem "e" é cu... (esqueçe a rola)...

mandei fuder o pseudo bafômetro, pois como já dizia elizabeth, bebâdos tem o espírito livre, e a alma sã... a censura tende a 0, e cu de hegel é marx... (um lance assim)...

e é óoobviio: chuva filha da puta que tá com complô com deus querendo fuder minha garganta.

sábado, dezembro 17, 2005

saudade do que não vi

o sono trôpego de um bêbado,
o passo incerto de um equilibrista,

de um lado, para o outro,
sempre sem razão,
e a cada passo,
desaprende um pouco mais,
o mundo que não seduz,
o mundo que oculta.

para que as palavras não tenham mais fim,
e que seja sempre dessa terna amargura a dor,
mas que como em todo fim, e toda dor,
que seja assim,
que tenha assim,
guardado como um segredo,
um pouco de amor.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

decepção.

[agora é a hora que eu despejo um milhão de neuroses.]
[arremato com um final melodramático, no qual eu me torno vítima fácil.]

quarta-feira, dezembro 14, 2005

sobre a anterior onda de azar.

talvez tenha passado.

editar, editar, editar...

(acho que pra postar no blog precissava de um bafômetro
(e sim! eu tenho problema quanto a colocação de cecedilhas, essês e afins))

e sim, eu passei pra segunda!! (uhuhuhuhu)

domingo, dezembro 11, 2005

B.B. King

esse blues que me acaricia a alma,
me contorna, me consola,
que de repente, na umidez da chuva,
me entende..

sábado, dezembro 10, 2005

cinco faces do músculo cardíaco

esse seu beijo agridoce,
seu queixo peludo,
seu meio quase cheio,
absurdo.

bochecha nos dedos,
e os rostos?
rostos colados...
tender, smooth?
nunca mais...

te conheço,
e adoro te conheçer,
cada dia mais,
esse vício de adoecer.

me impregna,
de um amor nunca consumado,
desejado, ou reconhecido.
esse outro que bate mais,
mesmo sendo surdo.

languidamente ébria,
tão claro como o escuro,
mil abraços,
disperso, recoberto,
sintomáticas confusões,
paródias e procissões.

doce, amargo,
escuro, claro,
amor, amor,
lembranças a parte.

o depois do neo pós moderníssimo

puc
uc

estragou o fim de semana.

no cu!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

c'est la vie

olha que frase bacana que eu vi em um banheiro por aí:

"para esqueçer um amor platônico,
nada melhor que uma trepada homérica..."

sacou, sacou???
platão, homero.. genial...

bababá

rock'n roll é do demônio
comunismo é imoral

e enquanto isso em algum andar, de algum prédio dos jardins,
o dr. Antonio Moreira Andrada, e esposa, convidam para orgia particular.
com porções pessoais de champagne, lubrificante e cocaína.





obs: tomara que ninguém seja parente de alguém chamado assim.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

seca o sal, dá um trago

deus do céu!
nesse instante a felicidade de novo arrebatando um sorriso meu!
ana, ana, ana!
não se esqueçe menina!
que a vida é linda!
que a vida é ótima!
não se esqueçe dessa pureza molhada das coisas,
que o que te deixa triste,
corre, foge, e se esconde,
perante essa verdade que se afaga,
sólida como o monolito!
que o abraço é quente,
que o que acontece entre agente,
é real, forte e firme...
não se esqueçe não,
senão eles levam agente...

terça-feira, dezembro 06, 2005

listras brancas

i saw you standing in the corner

on the edge of a burning light

i saw you standing in the corner

come to me again,

in the cold, cold night...

in the cold, cold night......

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Adeus.

por mero capricho queria saber desenhar.
poder desenhar sua boca, sua nuca.
mas seus olhos são só seus,
e talvez de um outro a mais.

e assim como é impossível
tê-la na vida,
é impossível,
retê-la no papel.
a bic não sabe mais que repetir palavras tristes.

por mero capricho queria saber desenhar.

amem - duim - minduim

"Eu consigo?
Não. Ele consigo.
Eu comigo."

domingo, dezembro 04, 2005

Drumundana

"e agora maria?
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou apagou
à luz do dia

e agora maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria"

alice ruiz

sábado, dezembro 03, 2005

texto de merda

meio homem na avenida,
a metade você escolhe,
depende dos ângulos como as idéias.

na mente, um pente desfilado,
de balas cruas e nuas,
contra os peitos abertos,
de quem me traz amargura.

e sem ninguém, deserto,
não vê?
se não fossem esses,
seriam outros tantos,
iguais, até demais.

posição de feto,
- algo mais?
o resto todo suga.
essa atmosfera depressiva.

esqueçe

já me esqueci qual era a verdade.
emudecer é uma maneira de não se perder na transitoriedade das palavras.

sequência de fatos pouco prováveis

-se você é uma ilha, eu sou um rio, combinado?

os passos intermináveis pelos mesmos caminhos,
são os instantes, dos mesmos percursos,

(cansaço)
-os meus dias todos são seus

sequência eloquente de instantes,
o primeiro e o terceiro surto,
a sístole a diástole, um descompasso,
que a miséria é quase poesia.

A chama dos isqueiros seus olhos trigueiros a noite sua chama.
Eu não fumo mais,
e nunca te vi.

as mãos não alcançam os fantasmas do passado,
não alcançam as esperanças mórbidas,
não alcançam o instante virtual.

não vivemos, a-guardemos.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

meu nome é ismael

as mãos do pescador se magoaram, logo antes de comer o peixe com gosto doce, pra mim isso foi hemingway. (sem sensibilidade alguma, o outro cara que quase morreu de fome, essa, era a infelicidade do gabriel.)
era como os olhos do caveleiro, olhando para os olhos do cavalo, eram os mesmo olhos claros, e o olhar é como o fogo, é vivo, e arde.
o cheiro da carne mal-passada também era vivo, vivo a dar com o pau, diria alguém, mas eu não diria tanto, já que a mente, o corpo, podem estar sempre dormentes.
e como o sonho de chico, dessa condição de pós-moderno feito de contornos e de ausências, apareceu o jovenzinho, com as guitarras. não há meios, caro amigo, de se evitar ser jovem, se é, se é jovem! e vivo meu deus! por isso andamos tão felizes! o jovenzinho a transcender com a guitarra, não há nada mais fiel, mais honesto, que aquele transe! o suor doce como o peixe do início, o amor doce como o velho do fim, manuelzão e miguelim, e em tudo essa beleza, do que é vivo, e só morre, se perece, meu deus a vida é linda, vista deste lado do espelho.

todo tempo do mundo

é tão morno se apaixonar... lentamente, como o adormecer... e quando se encontra durmindo, não quer mais acordar... pensar uma vez, depois duas vezes, até que de repente, o outro é quase você, é tão seu, por ser tão dele, que se quer rir de tudo... e se é feliz pelas razões mais simples, porque fez sol ou porque fez chuva... o que importa são saudades...

terça-feira, novembro 29, 2005

Blue Print

se eu tivesse uma alma,
venderia pro diabo,
pra nunca mais ter de sentir,
pra nunca mais ter de pensar.

se você ouviu falar,
de outros tantos loucos comodistas,
felizes só pela metade,
livre-se do mal, não se prenda,
a esperança repousa na gorjeta.

pra que tanto molho meu deus?
pergunta Rocco Garboso,
mas o meu pai não pergunta nada.

o homem por trás do óculos e do bigode,
é meu professor de matemática,
sinto lhe informar mas ele é alcoolatra.

perdas e danos (1X2)

"esses dias... quando eu não ouvia a mim, ( meu demônio), mas sim, pensava... desejei em um instante só, que todos se esqueceçem como eu... e foi depois, desejando o contrário, ser lembrada até o fim, que percebi: todo o meu esforço pra esqueçer, não é enfim tão hábil... o esforço é sempre um pouco dissipado, sempre um pouco em vão... me esqueço talvez porque tenha medo do esquecimento, porque quando me esqueçem, me fazem sofrer... e por último me lembrei, que como todos, sou humana, e que aos outros, esqueçendo, também faço sofrer... no fundo queria lembrar eternamente.. e só naum o faço para me manter longe, de qualquer amargura, bolor ou mofo, que tem as coisas do passado... "

- um dia um cabeludo me disse, eles estão loucos.

e um outro me contou, que ninguém nunca ganha, ou perde, - se desenvolve.

festa de formatura

o etílico e o comportamento de massa.

férias?

acho que esse ano não.

sábado, novembro 26, 2005

Blues

Estou inibida.
Ju.

e as mensagens subliminares??

me sinto como se tivesse um caderno novo... as milhares de páginas brancas, e a lombada macia..... ahhhh... acariciar a capa de cheiro novo, se deliciando internamente com a possibilidade de o encher de textos.....
é quase como conheçer pessoas novas... e a possibilidade de sentir coisas novas, e depois lembra-las... uiuiui... sentir aquela maldita dor de estomago....

amar é um elo entre o azul e o amarelo

pois é...