terça-feira, junho 27, 2006
ondas alpha
todos os segundos escorrendo pela memória, não os sei - eles não me sabem. esses instantes todos construídos na solidão absoluta de todo homem, não me parecem nem exatos, nem reais. deles, os que se salvam, são muito poucos. como andar na praia até amanhecer comentando infâncias nunca antes trazidas a esse meio fio de vida (esquecidas nos cantos obscuros da memória). surreal como o resto, no entanto, tenho uma certa impressão de que por vagos momentos, a alma não era só minha, e sim, podia ser dividida. digo isso pois o decorei, sei de cor o instante, mas ele não existe. - existiu? - possível, mas já não há mais provas concretas. pura ilusão toda idéia de construção, afetam-me apenas a influência espectral dos instantes somados, mas reduzidos ao passado. dos amores que tive ou não tive, das amizades: sombras e marcas d'água. só o é em um instante, na possibilidade do presente (pois ele também não existe). vagas construções, as sensações são a única prova de que há vida. sinto o instante no prazer. no instante sinto prazer, nem antes, nem depois, apenas no vislumbre do segundo.
domingo, junho 25, 2006
índice
tenho uma loucura,
faço minhas próprias regras.
sozinha num mundo à parte (?)
ou eles, fora desse meu mundo,
é que estão loucos?
faço minhas próprias regras.
sozinha num mundo à parte (?)
ou eles, fora desse meu mundo,
é que estão loucos?
sábado, junho 24, 2006
cara ahhh anets sério eu adoro voce´, bem piegas idiota, sem grandes inspiraçoes... vc merece mais neh? vc sabe?...
amo vc bixo, seja sempre...annets! (vc acaba de ganhar de ser denominada um adjetivo! fora seus outros significados: contadora honoravel de piadas muito-boas, judia mais gostosa do universo, loira dos cachinhus dourados, jogadora de poquer, dançarina profissional...)
amo vc nets!
a.k.a: japa mais gostosa do recinto.
amo vc bixo, seja sempre...annets! (vc acaba de ganhar de ser denominada um adjetivo! fora seus outros significados: contadora honoravel de piadas muito-boas, judia mais gostosa do universo, loira dos cachinhus dourados, jogadora de poquer, dançarina profissional...)
amo vc nets!
a.k.a: japa mais gostosa do recinto.
terça-feira, junho 20, 2006
alienação
(girava, girava, gritava, anseava, a lágrima, o suor, e o desejo. e gritava de desejo, e ardia.) - mas nisso não preste muita atenção.
paredes que continham as neuroses, os limites a criar a civilização, matar um velho desespero humano.
dentro do quarto ardia incessante a vida, ausente da vida.
dias que passam brancos, salvam-se os mínimos instantes,
de coisas que podem ser sentidas,
com o âmago.
nem o amor se salva,
esse que se inventa.
nem o frio, nem a dor, nem o poeta,
no fim já não há mais o que se salva,
o que resta de profano e puro,
fora teu sexo e sangue,
e tinjo-me de tinto,
e deliro,
acabo com a angústia da dúvida,
que é a única coisa que me resta.
paredes que continham as neuroses, os limites a criar a civilização, matar um velho desespero humano.
dentro do quarto ardia incessante a vida, ausente da vida.
dias que passam brancos, salvam-se os mínimos instantes,
de coisas que podem ser sentidas,
com o âmago.
nem o amor se salva,
esse que se inventa.
nem o frio, nem a dor, nem o poeta,
no fim já não há mais o que se salva,
o que resta de profano e puro,
fora teu sexo e sangue,
e tinjo-me de tinto,
e deliro,
acabo com a angústia da dúvida,
que é a única coisa que me resta.
segunda-feira, junho 19, 2006
esquizofrenia.
parece que eu tenho que começar tudo de novo,
descobrir traquejo por traquejo as manhãs do mundo.
as palavras, certas, nas horas certas.
desaprendi,
dentro de mim,
foi tilt,
melhor, afinal das contas,
sempre quis demolir meus muros.
meus olhos brilham com a novidade,
do antigo desconhecimento.
tenho que começar do príncipio,
do que são as coisas,
e seus lugares.
escapar da desconstrução absoluta,
do esquecimento.
eu posso criar um mundo.
descobrir traquejo por traquejo as manhãs do mundo.
as palavras, certas, nas horas certas.
desaprendi,
dentro de mim,
foi tilt,
melhor, afinal das contas,
sempre quis demolir meus muros.
meus olhos brilham com a novidade,
do antigo desconhecimento.
tenho que começar do príncipio,
do que são as coisas,
e seus lugares.
escapar da desconstrução absoluta,
do esquecimento.
eu posso criar um mundo.
terça-feira, junho 13, 2006
domingo, junho 11, 2006
o cimo do outeiro
o som seco dos meus passos,
as consequências tolas dos meus atos.
desequilíbro,
os sonhos e delírios estreitos durante o dia.
ímpetos barrocos,
da hipérbole vazia e inata.
o riso e a utopia,
o sucesso e a discordia,
príncipios da realidade,
não desse outro mundo que me invade.
ébrio sem beber, esquizofrênico,
perverso até seu fim,
privado.
das vezes que acordar não é mais abrir os olhos,
quando não se tem mais medo,
dos mistérios além da curva.
as consequências tolas dos meus atos.
desequilíbro,
os sonhos e delírios estreitos durante o dia.
ímpetos barrocos,
da hipérbole vazia e inata.
o riso e a utopia,
o sucesso e a discordia,
príncipios da realidade,
não desse outro mundo que me invade.
ébrio sem beber, esquizofrênico,
perverso até seu fim,
privado.
das vezes que acordar não é mais abrir os olhos,
quando não se tem mais medo,
dos mistérios além da curva.
sábado, junho 10, 2006
sono
a neurose que sufoca tão pesado as palavras, deixa implícito um lusco fusco, um ritmo indenifinido. o contrário de nada é nada, pois é, o contrário do previsível é o previsível, e quando não é,
é definitivamente mais inteligente que você. pequenos momentos de satisfação, é insuportável pensar que não estou a procura da satisfação eterna. insuportável.
hoje, saí do bar e queria só um sexuzinho, um nada de nada, mesmo que amizade, pra deslocar esses músculos da plataforma
que se estranharam.
como na sinuca, as palavras seguem brotando. quiçá o samba, quiçá a maratona. ainda a inquietação entre as coxas. dou te um belo de um foda-se, e um cheiro de eu e ti pairando no ar. quero sim, sim, quero sim. não gosto não do começo do lusco fusco, nem do meio, nem do fim. ainda tô aprendendo. é sim. meia garrada de uísque. mil xerox. e eu só preciso de uma pitadinha de carinho.
é definitivamente mais inteligente que você. pequenos momentos de satisfação, é insuportável pensar que não estou a procura da satisfação eterna. insuportável.
hoje, saí do bar e queria só um sexuzinho, um nada de nada, mesmo que amizade, pra deslocar esses músculos da plataforma
que se estranharam.
como na sinuca, as palavras seguem brotando. quiçá o samba, quiçá a maratona. ainda a inquietação entre as coxas. dou te um belo de um foda-se, e um cheiro de eu e ti pairando no ar. quero sim, sim, quero sim. não gosto não do começo do lusco fusco, nem do meio, nem do fim. ainda tô aprendendo. é sim. meia garrada de uísque. mil xerox. e eu só preciso de uma pitadinha de carinho.
quarta-feira, junho 07, 2006
o que adianta?
queria escrever aqui com palavras de sangue do ódio da minha neurose. tento apenas ser o melhor de mim, tentanto não soar antagônico. e àqueles todos que me criticam seriamente chamo-os de alma pequena. volto pra casa a pé. passo ante passo testo minha força. na rua, como uma lunática, proclamo um discurso inflamado e egocentrico. passo ante passo sinto dor. marasmo de carência. nojenta, porque não foi pra casa mais cedo? ecoa na minha mente. ecoam as aulas da semana, os descrentes que aqui leram palavras tão baratas. ecoa que sou tão barata. só destoa o amor, que não existe. o alcool, a dor, a cumplicidade. palavras sem vontade. de ninguém pra ninguém.
terça-feira, junho 06, 2006
segunda-feira, junho 05, 2006
utopia
eu quero que todos eles me deixam em paz.
para de falar comigo.
me dá dinheiro e paz.
eu quero só música e vinho na luminosidade certa.
e algumas vezes umas escravas brancas pra me entreter.
para de falar comigo.
me dá dinheiro e paz.
eu quero só música e vinho na luminosidade certa.
e algumas vezes umas escravas brancas pra me entreter.
alcolismo
a cidade é tão grande,
tantas festas.
muito dionísio,
os dedos se sujando mais com subverção do que com jornal.
acho ótimo,
tantos universos.
que não consigo parar de beber.
fico encantada, caindo rua por rua,
pelas mulherzinhas de sampa,
e pouco me importa,
o sentido como verdade.
esquema:
vinho e olhos azuis
cerveja e fitinha no pescoço,
dreher e cocaína.
pouco tanto importa.
tantas festas.
muito dionísio,
os dedos se sujando mais com subverção do que com jornal.
acho ótimo,
tantos universos.
que não consigo parar de beber.
fico encantada, caindo rua por rua,
pelas mulherzinhas de sampa,
e pouco me importa,
o sentido como verdade.
esquema:
vinho e olhos azuis
cerveja e fitinha no pescoço,
dreher e cocaína.
pouco tanto importa.
segunda-feira, maio 29, 2006
medo
acho que a loucura é uma solidão muito longa,
é se alimentar de si e só de si,
é uma ordem própria.
leis próprias.
uma solidão muito longa é como um abraço,
de si pra si.
é quando pensar é ir numa loja de doce.
é se alimentar de si e só de si,
é uma ordem própria.
leis próprias.
uma solidão muito longa é como um abraço,
de si pra si.
é quando pensar é ir numa loja de doce.
solidão
Em todo lugar a obviedade, as mesmas imagens telúricas como espelho, o mesmo tempo cronológico. Aqui ou lá, as mesmas paixões, e a mesma fome. Limites tão próximos. As possibilidades perdidas, impossibilidade de compreensão por esse cerebrozinho catequizado, enquanto sob o fluxo da teia, o é ocorre. Atrás dos preâmbulos da linguagem, como uma matrix selvagem. Infinitum de possibilidades. Enfim, seria passível de entendimento, se possível síntese de um uno da dialética, o infinito no é. Como perseguição em alta velocidade, manoel de barros, desconstruindo e embalando poesia, cara de sábio junkie. Não existe tempo, a angústia é palpável, nunca a vi, isso é fato, no entanto tem músculos sim. Inverso, os frutos desgraçados não existem, e o que existe é só o poder de coesão. Estamos combinados?
domingo, maio 28, 2006
ressaca
cabelo furta cor no ralo do banheiro,
pra construir dadaísmo sublimando os recalques.
o erro é linguagem, não pecado.
como joão e maria, mas ao invés de pedaços de pão,
é pequenos pedaços de significado.
sublimo também de bruços nos...
espíritos da levedura.
dói osso. cérebro frouxo.
bem estar freudiano.
pra construir dadaísmo sublimando os recalques.
o erro é linguagem, não pecado.
como joão e maria, mas ao invés de pedaços de pão,
é pequenos pedaços de significado.
sublimo também de bruços nos...
espíritos da levedura.
dói osso. cérebro frouxo.
bem estar freudiano.
sábado, maio 27, 2006
efeito rebanho
é preciso escovar os dentes, despojar com água todas as sombras do outro dia. corrigir as marcas formidáveis dos erros cometidos de propósito. quando se entorpece. as marcas no corpo, os filhos feitos, a lama no chão, os riscos e os danos. é preciso instaurar uma nova ordem, com palavras novas, sufocar-se nos dias raros. tomando muito cuidado pra não errar, como um bis malfeito. pra errar é preciso errar feio.
a platéia deixa aos poucos a fila do gargalo, os gritos, as cenas. vão ordinários, tomar sua água no intervalo, cuidado para não tropeçar nos próprios pés. vão, vazios, e voltem ocos. vão odiáveis, e voltem toscos. idiotas, sempre.
mais idiota sou eu.
a platéia deixa aos poucos a fila do gargalo, os gritos, as cenas. vão ordinários, tomar sua água no intervalo, cuidado para não tropeçar nos próprios pés. vão, vazios, e voltem ocos. vão odiáveis, e voltem toscos. idiotas, sempre.
mais idiota sou eu.
sexta-feira, maio 26, 2006
vala comum
Não podia ver a cena completamente, ao menos, não com os olhos. Sentia na nuca, e com a ajuda do espelho, para imaginar como as silhuetas sugerem. Não era bem assim, pois suas imagens eram como as de cego, mas o recorte da boca feminina contra a palidez quase romântica seriam inevitáveis. Mas as mãos sentiam algo ligeiramente antagônico, a linha do queixo, a pele.. o ombro? Com certeza não era claro, mas ainda assim.. mais atraente. Era preciso muita segurança. Aos poucos, no escuro era mais claro, roçava, a barba? sim: uma barba na outra. Roçava, transcendendo os lábios, uma promoção para seu cargo. E depois era tudo quase doído, um tesão de violência, de se apertar, e gemer, e lamber, nesse meio fio.. Eram equilibristas, de um lado um abismo de dor, e do outro, prazer.
Uma corda bamba inata, mas sem arrependimentos.
Uma corda bamba inata, mas sem arrependimentos.
quinta-feira, maio 25, 2006
patologia
não sei dizer não
tudo aquilo que não digo, que digo que digo, e que não falo, esqueço, pelo avesso, das palavras, de antemão. não sei dizer não. não antecipo o grito maldito, não faço do fruto, discórdia, sei meu nome, e de cor, o arrepio. sigo. não sei dizer não. se prepare, se for pra pedires favores, se for pra ir junto, até o fim do resto do mundo.
palavras, poéticas, ensimesmadas, cantadas, colhidas, por um negro velho e sua bateria. antecipe então o meu ritmo, cada sílaba é uma flor, cada flor é um amor, cada fim é uma solidão só. aquela menina, canta pra se esquecer, suas palavras são o cobertor, ela só não quer mais sofrer. é melhor fingir que música, e seguir. eu sou o casco, e você o surdo, se partir do ponto de que ninguém vai entender, todo caolho é lucro. o outro lá, mimeticamente, embaixo da ponte, as palavras, pra ele, são comida. com as mãos ele as ajuda, as molda, e as poetiza. com a mão ele as ama. a poesia alimenta.
ainda tem tudo que travestido,
atrás das construções que são também sorrisos.
eu só sei dizer então, eu só sei dizer as coisas,
que por sua vez também me dizem,
coloco-as no colo.
sei dizer que são todas minhas,
sei faze-las minhas filhas, sei então, como mãe,
corrigir-lhes a poesia,
que erra como água,
e se estrepa fluxo constante.
como dói, patologia,
eu ainda,
não sei dizer não.
tudo aquilo que não digo, que digo que digo, e que não falo, esqueço, pelo avesso, das palavras, de antemão. não sei dizer não. não antecipo o grito maldito, não faço do fruto, discórdia, sei meu nome, e de cor, o arrepio. sigo. não sei dizer não. se prepare, se for pra pedires favores, se for pra ir junto, até o fim do resto do mundo.
palavras, poéticas, ensimesmadas, cantadas, colhidas, por um negro velho e sua bateria. antecipe então o meu ritmo, cada sílaba é uma flor, cada flor é um amor, cada fim é uma solidão só. aquela menina, canta pra se esquecer, suas palavras são o cobertor, ela só não quer mais sofrer. é melhor fingir que música, e seguir. eu sou o casco, e você o surdo, se partir do ponto de que ninguém vai entender, todo caolho é lucro. o outro lá, mimeticamente, embaixo da ponte, as palavras, pra ele, são comida. com as mãos ele as ajuda, as molda, e as poetiza. com a mão ele as ama. a poesia alimenta.
ainda tem tudo que travestido,
atrás das construções que são também sorrisos.
eu só sei dizer então, eu só sei dizer as coisas,
que por sua vez também me dizem,
coloco-as no colo.
sei dizer que são todas minhas,
sei faze-las minhas filhas, sei então, como mãe,
corrigir-lhes a poesia,
que erra como água,
e se estrepa fluxo constante.
como dói, patologia,
eu ainda,
não sei dizer não.
terça-feira, maio 23, 2006
e te ofereço elogios
buscava, descontruindo, o seu encanto.
o nariz...
desconstruindo: todos os narizes são iguais.
algo mais, entre o corpo e a psique.
do todo, para o encanto, não existem as partes.
(entre cada frase ela hesita como uma menina tola,
apesar de seus trinta anos.)
as mãos,
ela fala,
concentrada,
a mão esquecida rodando,
(se metralhadora fosse mataria a todos)
veias saltadas, morena, lisa.
eu olhava, e procurava, em cada vereda sua, aonde o encanto produzia.
não era nariz, mão, morenice,
ou o macio.
que nem no mundo não há som e se pensar bem nem sol.
o sol, o som, o sal, e o encanto.
só existiam a partir do mundo,
mas dentro de mim.
o nariz...
desconstruindo: todos os narizes são iguais.
algo mais, entre o corpo e a psique.
do todo, para o encanto, não existem as partes.
(entre cada frase ela hesita como uma menina tola,
apesar de seus trinta anos.)
as mãos,
ela fala,
concentrada,
a mão esquecida rodando,
(se metralhadora fosse mataria a todos)
veias saltadas, morena, lisa.
eu olhava, e procurava, em cada vereda sua, aonde o encanto produzia.
não era nariz, mão, morenice,
ou o macio.
que nem no mundo não há som e se pensar bem nem sol.
o sol, o som, o sal, e o encanto.
só existiam a partir do mundo,
mas dentro de mim.
quinta-feira, maio 18, 2006
a pequena morte
eu queria escrever escrever escrever até ter um colapso,
tenho certeza que se escrevesse infinitamente,
ia gozar.
eu queria ser fraca, fraca, fraca, tão fraca, mas tão fraca,
que ia ser perfeita,
pra permitir-se ser fraca,
é preciso ser forte.
eu queria comer o mundo com todos os meus dentes,
beber o mundo,
transar com o mundo,
violentar,
cagar.
queria realizar todas minhas pulsões megalomaniacamente.
e então embaixo de uma árvore me esquecer.
tenho certeza que se escrevesse infinitamente,
ia gozar.
eu queria ser fraca, fraca, fraca, tão fraca, mas tão fraca,
que ia ser perfeita,
pra permitir-se ser fraca,
é preciso ser forte.
eu queria comer o mundo com todos os meus dentes,
beber o mundo,
transar com o mundo,
violentar,
cagar.
queria realizar todas minhas pulsões megalomaniacamente.
e então embaixo de uma árvore me esquecer.
por flor tenho loucura
conheço alguém que faz tudo certo. não vota, e mija fora do pinico. quando é dia de tomar banho, ela pensa, e se o corpo quer, e se a mente quer, ela toma. não tem planos, nem questões, não tem praticamente metafísica, em certas épocas da vida. ela muda, o tempo todo,
sem verdades, nem certezas. eu gosto dela. mas as vezes vem um conflito. sabe, se ela quer ela quer, mas se ela não
quer, ela não quer baby. e então me dá uma raiva tremenda,
e eu tenho vontade de comer seu pescoço, enfiar as unhas no coração.
mas aí, então, ela cresce de novo, como um balão. e eu a amo novamente.
e te dou espaço, e dou meu tempo, dou meu saco baby.
Tudo.
por esse superhomem mimado.
sem verdades, nem certezas. eu gosto dela. mas as vezes vem um conflito. sabe, se ela quer ela quer, mas se ela não
quer, ela não quer baby. e então me dá uma raiva tremenda,
e eu tenho vontade de comer seu pescoço, enfiar as unhas no coração.
mas aí, então, ela cresce de novo, como um balão. e eu a amo novamente.
e te dou espaço, e dou meu tempo, dou meu saco baby.
Tudo.
por esse superhomem mimado.
segunda-feira, maio 15, 2006
dicionário
eu rimei amor com dor,
falta comparar a chuva com lágrimas,
ou chamar meninas de rosas.
é que são metáforas tão boas,
assim como o perfeito conceito de alma gêmea está no gim tônica:
foram feitos um pro outro.
além de parar de beber,
queria ir pra índia.
nada mais prazeroso,
que uma mulher sentindo prazer.
falta comparar a chuva com lágrimas,
ou chamar meninas de rosas.
é que são metáforas tão boas,
assim como o perfeito conceito de alma gêmea está no gim tônica:
foram feitos um pro outro.
além de parar de beber,
queria ir pra índia.
nada mais prazeroso,
que uma mulher sentindo prazer.
quinta-feira, maio 11, 2006
difícil
eu queria escrever alguma coisa,
que fosse imediato
como foto, fosse tesão
como melodia, tivesse o lirismo
das drogas, queria algo
como um dia bonito.
difícil sem canto fazer cantar.
traz a tona o seu teu,
pelo seus significantes,
traz, e enfia sob a pele,
enfia atrás dos olhos,
pra ser o meu teu,
morno, e flúido.
transforma tudo isso que não tem nome,
mas no peito dói tanto,
por forte ser,
que além de dor, agente chama amor.
que fosse imediato
como foto, fosse tesão
como melodia, tivesse o lirismo
das drogas, queria algo
como um dia bonito.
difícil sem canto fazer cantar.
traz a tona o seu teu,
pelo seus significantes,
traz, e enfia sob a pele,
enfia atrás dos olhos,
pra ser o meu teu,
morno, e flúido.
transforma tudo isso que não tem nome,
mas no peito dói tanto,
por forte ser,
que além de dor, agente chama amor.
terça-feira, maio 09, 2006
Blues da Piedade
"Pras pessoas de alma bem pequena,
Remoendo pequenos problemas,
Querendo sempre aquilo que não têm.
Pra quem vê a luz,
Mas não ilumina suas minicertezas,
Vive contando dinheiro,
E não muda quando é lua cheia.
Pra quem não sabe amar,
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho.
Como varizes que vão aumentando,
Como insetos em volta da lâmpada. "
Remoendo pequenos problemas,
Querendo sempre aquilo que não têm.
Pra quem vê a luz,
Mas não ilumina suas minicertezas,
Vive contando dinheiro,
E não muda quando é lua cheia.
Pra quem não sabe amar,
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho.
Como varizes que vão aumentando,
Como insetos em volta da lâmpada. "
domingo, maio 07, 2006
graçinha
suprimia-me a fome, saber da impossibilidade,
minha rés materna, matriz de carinho,
suprimia-me o sorriso opaco do meio do caminho.
pensava nos beijos, não posso negar,
pensava no calor, e não nesse morno perene.
és pois necessário olhar pra si mesmo e sentir vergonha,
não ser normal, e até as vezes, anti-natural.
o socialmente adequado, o que não fede nem cheira,
e todo resto - o que dói.
minha rés materna, matriz de carinho,
suprimia-me o sorriso opaco do meio do caminho.
pensava nos beijos, não posso negar,
pensava no calor, e não nesse morno perene.
és pois necessário olhar pra si mesmo e sentir vergonha,
não ser normal, e até as vezes, anti-natural.
o socialmente adequado, o que não fede nem cheira,
e todo resto - o que dói.
terça-feira, maio 02, 2006
espontâneo
" Quem tem piedade de nós? Somos uns abandonados? uns entregues ao desespero? Não, tem que haver um consolo possível. Juro: tem que haver. Eu não tenho é coragem de dizer a verdade que nós sabemos. Há palavras proibidas.
Mas eu denuncio. Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer - e respondo a toda essa infâmia com - exatamente isso que vai ficar aqui escrito - e respondo a toda essa infâmia com a alegria. "
de água viva.
esse livro:
entrei num transe.
meio fugaz - mas enlouqueci - por breves momentos.
mudei, uma crisálida enferrujada.
leiam.
Mas eu denuncio. Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer - e respondo a toda essa infâmia com - exatamente isso que vai ficar aqui escrito - e respondo a toda essa infâmia com a alegria. "
de água viva.
esse livro:
entrei num transe.
meio fugaz - mas enlouqueci - por breves momentos.
mudei, uma crisálida enferrujada.
leiam.
ansiedade
no onibus vivo a chegada,
na rua vivo a casa,
no jardim, a selva de pedra,
no silêncio, a salva de palmas.
tenho que brecar.
sentar.
deitar.
ser.
na rua vivo a casa,
no jardim, a selva de pedra,
no silêncio, a salva de palmas.
tenho que brecar.
sentar.
deitar.
ser.
segunda-feira, maio 01, 2006
tentativa de massa cinzenta em fluxo
sabe quando o tesão vira tristeza? é como a beleza espontanea e surpreendente, toda vez que você olha, pof! você tem que pensar... puxa, mas como é bonita. o trompete no fundo vermelho era alguma coisa assim, quando eu achei que fosse explodir. o dia acabando no vão do masp. nessas horas que agente pra ser feliz, ou vê a beleza, ou inventa uma vida. escutar jazz é uma forma de inventar uma nova vida, deitada no chão.. encher a cara? como pude esquecer! encher a cara! talvez não seja uma opção válida pra amidalas necrosadas. insuportável. plenamente. os americanos preferem filmes de violencia do que de sexo. o povo americano é neurótico por natureza, é como se eles fossem os ratinhos da humanidade... que ver quando o capitalismo fode mesmo? olha pra aquele laboratório lá, antes de aprender a ser cretino. ou judeu. o que dá na mesma. abismo. isso sim. um vácuo por dentro. isso sim. ando numas de não me reprimir. pra falar a verdade ando numas de não ter a minima idéia de como levar a vida. todos meus paradigmas cagados? e aí??! que pessimo. comida, sono, bebida, sexo. fodase.
quarta-feira, abril 26, 2006
soneto da terça feira
terça feira é movida por desejos,
o anseio de um dia de sol.
vai se perdendo no inato e sem mérito
do céu azul
as crianças, distraídas,
se perdendo por todos os lugares.
passa um senhor de chapéu,
o outro fica no bar.
o dia passa sem sustos,
os cheiros e as teorias,
e os rabos de saia.
de qualquer maneira arrumam-se todos,
seja atrás do chapéu,
ou da cachaça.
o anseio de um dia de sol.
vai se perdendo no inato e sem mérito
do céu azul
as crianças, distraídas,
se perdendo por todos os lugares.
passa um senhor de chapéu,
o outro fica no bar.
o dia passa sem sustos,
os cheiros e as teorias,
e os rabos de saia.
de qualquer maneira arrumam-se todos,
seja atrás do chapéu,
ou da cachaça.
o ministério da saúde adverte:
escrever é muito perigoso,
acaba-se registrando coisas que sequer aconteceram.
acaba-se registrando coisas que sequer aconteceram.
domingo, abril 23, 2006
neurose, como se lírico
se eu fumasse
se eu cheirasse
se eu beijasse
se junto de mim tivesse outro
vazio, sujo e calado
e a noite, imensa.
alguém que do meu lado entendesse
que todas essas sensações que não tem nome,
só falam coisas pelo silêncio.
se alguém chorasse - as minhas lagrimas entupidas
se alguém gritasse - meus palavrões suprimidos
(se alguém dançasse - a valsa vienense)
os cigarros fumados com o cheiro da bebida barata a música o escuro a estética o surdo o surto se pra mim esse carinho fosse o transe uma transa que a guitarra fazendo carinho o escuro ia me ninar me pegar no colo a sujeira, ia ser uma quase morte.
a morte, essa noite sem carinho, ia me consolar.
essa dor, já não fica mais no peito, minha dor, meu vazio, reflete nas poças d'gua, reflete na distancia das pessoas que eu não conheço.
já não seriamos solitários neuróticos vazios filosóficos, não seriamos nada, a dor seria dos outros, eles, ao longe veriam, dois espectros,
ia ser o lirismo.
se eu cheirasse
se eu beijasse
se junto de mim tivesse outro
vazio, sujo e calado
e a noite, imensa.
alguém que do meu lado entendesse
que todas essas sensações que não tem nome,
só falam coisas pelo silêncio.
se alguém chorasse - as minhas lagrimas entupidas
se alguém gritasse - meus palavrões suprimidos
(se alguém dançasse - a valsa vienense)
os cigarros fumados com o cheiro da bebida barata a música o escuro a estética o surdo o surto se pra mim esse carinho fosse o transe uma transa que a guitarra fazendo carinho o escuro ia me ninar me pegar no colo a sujeira, ia ser uma quase morte.
a morte, essa noite sem carinho, ia me consolar.
essa dor, já não fica mais no peito, minha dor, meu vazio, reflete nas poças d'gua, reflete na distancia das pessoas que eu não conheço.
já não seriamos solitários neuróticos vazios filosóficos, não seriamos nada, a dor seria dos outros, eles, ao longe veriam, dois espectros,
ia ser o lirismo.
sexta-feira, abril 21, 2006
in the cold cold night'
me deu uma vontade louca de rimar,
fazer uns sonetos parnasianos,
construir uns desenhos geométricos.
essas coisas com fórmula,
tão vivenciadas,
que são até postulados.
rimar é fácil, e propício,
eu gosto do som que faz,
que faz, me sentir completa.
entretanto bilac é um merda,
e o ritmo... ah, o ritmo!
o que abate, e transtorna, e constrói,
os eu'líricos..
é meio que alheio a construções,
tá antes no orgasmo da dor.
dor e sexo, dor e sexo.
a arte é o orgasmo da dor.
fazer uns sonetos parnasianos,
construir uns desenhos geométricos.
essas coisas com fórmula,
tão vivenciadas,
que são até postulados.
rimar é fácil, e propício,
eu gosto do som que faz,
que faz, me sentir completa.
entretanto bilac é um merda,
e o ritmo... ah, o ritmo!
o que abate, e transtorna, e constrói,
os eu'líricos..
é meio que alheio a construções,
tá antes no orgasmo da dor.
dor e sexo, dor e sexo.
a arte é o orgasmo da dor.
quinta-feira, abril 20, 2006
ninguém chora não há tristeza
o branquelo que era artista, assinando caixas de fósforos, mesmo que a moça que abria o show, essa aí, me fez chorar. que voz era aquela, dela dava vontade de ficar perto, não dava medo não, não tinha nada não. beber um uísque, fumando os cigarros que não fumava, ninguém é realmente mau as cinco da manhã. voz rouca, doente, seexy. e a dona louca, demente, seeexy.
não importa, só não quero que o tempo me apague. dizia-me ela, e encantava.
como já disse, não era quase nada não, era pleno. era um dia bonito. ali sentada, com o uísque.
não importa, só não quero que o tempo me apague. dizia-me ela, e encantava.
como já disse, não era quase nada não, era pleno. era um dia bonito. ali sentada, com o uísque.
segunda-feira, abril 17, 2006
o passado
mariana-maria
hj é outro dia
hj é mais um dia
e agt morre e nasce e nasce e morre.
maria-mariana
faz uma semana,
mas não faz chuva,
o que faz e há de fazer?
o tempo, esse pobre coitado,
deixa o vinho amargo.
o alcool sagrado,
não é doce nem é santo,
pq senão vinagre é casto.
não sei se é sono ou sobriedade,
se insonia ou se saudade,
o instante é o que se soma,
o que eu sei é o seu nome,
maria-mariana.
hj é outro dia
hj é mais um dia
e agt morre e nasce e nasce e morre.
maria-mariana
faz uma semana,
mas não faz chuva,
o que faz e há de fazer?
o tempo, esse pobre coitado,
deixa o vinho amargo.
o alcool sagrado,
não é doce nem é santo,
pq senão vinagre é casto.
não sei se é sono ou sobriedade,
se insonia ou se saudade,
o instante é o que se soma,
o que eu sei é o seu nome,
maria-mariana.
sexta-feira, abril 14, 2006
que mistério tem clarice?
corro, fingindo que ando,
e quando fujo, andando que finjo,
acabo por ligar pra qualquer um,
pra ir tomar um café.
do outro lado da mesa,
menina ou menino,
humano tal qual,
tanto papo que é melhor lotear.
o café acaba - e o papo.
sigo fingindo que finjo,
faz falta alguma coisa.
entre as orelhas e o estômago,
até na caixa toráxica,
falta um pedaço.
continuo vazia.
e quando fujo, andando que finjo,
acabo por ligar pra qualquer um,
pra ir tomar um café.
do outro lado da mesa,
menina ou menino,
humano tal qual,
tanto papo que é melhor lotear.
o café acaba - e o papo.
sigo fingindo que finjo,
faz falta alguma coisa.
entre as orelhas e o estômago,
até na caixa toráxica,
falta um pedaço.
continuo vazia.
quinta-feira, abril 13, 2006
mais solitário que um paulistano
tem que começar de algum lugar. bom, acordei. entrei no banho - hoje em dia tomar banho de manhã escutando música é uma das melhores partes do meu dia - vesti uma roupa socialmente aceitável. terapia - cem reais por cinquenta minutos que realmente não valem a pena, se você se esquecer que é a futura profissão, e portanto, obrigatório - aula de psicanálise - freud, papinho, papão - faculdade, gente boba, gente burra, gente legal, e até inteligente - fenomenologia - sinuca e cerveja. a laura é uma menina da minha classe, ela é boba e inteligente, gostei dela. depois cerveja com a vic. foi assim: tocando cazuza e dorrs, anoitecendo, a leve embriaguez da cerveja, e do outro lado da mesa aquela menina absolutamente linda (e louca). tava encantada por mim, mas isso não me fez me sentir mais leve ou feliz - quiçá mais vazia.
aula bebâda do adriano, e papo depois: não tenho mais saco pra toda essa gente, quero me lançar de cabeça no hedonismo e na medíocridade. eu sou medíocre e não tenho caráter. e esses caras... que que eu faço?
vila - as vezes eu vou pra lá, as vezes eu encontro uma menina, que tá ficando com o meu homem. ela é linda, e....... bom, acho que é basicamente isso. encantadora.
depois sinuca láaaa longe.
sabe. a parte que eu mais gosto é quando eu vou dormir.
aula bebâda do adriano, e papo depois: não tenho mais saco pra toda essa gente, quero me lançar de cabeça no hedonismo e na medíocridade. eu sou medíocre e não tenho caráter. e esses caras... que que eu faço?
vila - as vezes eu vou pra lá, as vezes eu encontro uma menina, que tá ficando com o meu homem. ela é linda, e....... bom, acho que é basicamente isso. encantadora.
depois sinuca láaaa longe.
sabe. a parte que eu mais gosto é quando eu vou dormir.
segunda-feira, abril 10, 2006
somos caramujos, levamos nas costas a metafísica
uma vez eu ouvi: não se sabe se tem alma a matemática das flores...
foi demais pra mim.
sentei em um banco,
sentei e ouvi,
sentei e olhei,
até cheirar eu cheirei.
tava tentando ver além do que pensava ver,
e cheirar,
e ouvir.
pela primeira vez,
não o sentido real das coisas,
mas o sentido mais sentido:
o sem sentido.
foi demais pra mim.
sentei em um banco,
sentei e ouvi,
sentei e olhei,
até cheirar eu cheirei.
tava tentando ver além do que pensava ver,
e cheirar,
e ouvir.
pela primeira vez,
não o sentido real das coisas,
mas o sentido mais sentido:
o sem sentido.
como se fosse lógico
há aqueles que vivem como falar numa concha do mar:
dizem lá suas coisas, nas volutas sinceras, mas nada nunca responde.
continua interminável o tal barulho do mar.
há outros que vivem como falar num eco:
dizem coisas, muitas delas,
porém seu êxtase reside apenas no si mesmo dos outros.
as pedras, por outro lado, não me parecem ter agonia alguma. da mesma forma como é deveras difícil acreditar que o laranja não se contraia em uns espasmos quando agente olha pro outro lado.
pra mim o é,
e essa é a razão do existir.
dizem lá suas coisas, nas volutas sinceras, mas nada nunca responde.
continua interminável o tal barulho do mar.
há outros que vivem como falar num eco:
dizem coisas, muitas delas,
porém seu êxtase reside apenas no si mesmo dos outros.
as pedras, por outro lado, não me parecem ter agonia alguma. da mesma forma como é deveras difícil acreditar que o laranja não se contraia em uns espasmos quando agente olha pro outro lado.
pra mim o é,
e essa é a razão do existir.
domingo, abril 09, 2006
hoje teve uma coisa linda
hoje teve uma coisa linda.
esqueci tudo por um instante,
prestei atenção no som do mundo.
algumas camadas sobrepostas:
o piano do vizinho, crianças, um barulho maquinal,
prestei muita atenção, me permiti,
e percebi um barulho constante e baixo,
da cidade,
a cidade viva.
esqueci tudo por um instante,
prestei atenção no som do mundo.
algumas camadas sobrepostas:
o piano do vizinho, crianças, um barulho maquinal,
prestei muita atenção, me permiti,
e percebi um barulho constante e baixo,
da cidade,
a cidade viva.
meu reino por um mapa de passárgada
tem um paradoxo aí no meio, que me poe em dúvida.
maquiavel que nunca mais sai da minha cabeça,
sexo sem graça.
"o cara já tá buzinando lá embaixo, fazendo papel de palhaço, cheio de boas promessas, menina mimada"
humano humano humano,
não amo.
amargura engole pra não vomitar.
agente tem tanto medo,
tanto medo,
por isso que agente pode ser controlado.
perder o medo..
maquiavel que nunca mais sai da minha cabeça,
sexo sem graça.
"o cara já tá buzinando lá embaixo, fazendo papel de palhaço, cheio de boas promessas, menina mimada"
humano humano humano,
não amo.
amargura engole pra não vomitar.
agente tem tanto medo,
tanto medo,
por isso que agente pode ser controlado.
perder o medo..
sábado, abril 08, 2006
terça-feira, abril 04, 2006
i'm gonna leave you with the backlash blues
caminhando do lado do rio bonito, tava a loirinha. eu vi ela e quis alcançar com a mão. não, não dá. entendi o que é se encantar. eu me encantei por um personagem, uma paisagem, uma música. eu sonhei com cecile de france, celine de paris.
acordei e ainda tocava nina simone.
acordei e ainda tocava nina simone.
segunda-feira, abril 03, 2006
pra cozinhar em fogo brando
me deixa
que eu tenho tanto carinho guardado na manga
um beijo esquecido no carro
uma palavra e meia ,
um casaco, ou mesmo uma mordida.
deixa os meus olhos
que eles querem ver,
mesmo aquilo que não tá lá,
deixa ele descobrir sua beleza,
e o fantástico em cima da mesa.
quero achar poesia atrás da porta,
(com cuidado pro vento não levar),
que o meu jeito,
é o meu jeito.
quase explode,
quase dói,
todo tesão.
que eu tenho tanto carinho guardado na manga
um beijo esquecido no carro
uma palavra e meia ,
um casaco, ou mesmo uma mordida.
deixa os meus olhos
que eles querem ver,
mesmo aquilo que não tá lá,
deixa ele descobrir sua beleza,
e o fantástico em cima da mesa.
quero achar poesia atrás da porta,
(com cuidado pro vento não levar),
que o meu jeito,
é o meu jeito.
quase explode,
quase dói,
todo tesão.
domingo, abril 02, 2006
i can't get no
as próximas sempre com menos medo,
com menos prazer.
as próximas pra desaprender,
banalizar, desconcertar.
amar com inocência?...
não quero mais ser anjo caído.
aplacar o fel embaixo da lingua,
os movimentos convulsionados e corrosivos,
e cada vez aumenta o horizonte,
dos olhos até a satisfação.
com menos prazer.
as próximas pra desaprender,
banalizar, desconcertar.
amar com inocência?...
não quero mais ser anjo caído.
aplacar o fel embaixo da lingua,
os movimentos convulsionados e corrosivos,
e cada vez aumenta o horizonte,
dos olhos até a satisfação.
sábado, abril 01, 2006
ou o que é muito pior
mesmo que ainda não tenha descobrido nada desse meu mundo presente
possível,
ainda resta o tão grande resto.
no fim da noite parece tão idiota,
e o passado tão previsível,
ainda tem o mundo inteiro pra ser descoberto,
destrambelhado.
devagar
possível,
ainda resta o tão grande resto.
no fim da noite parece tão idiota,
e o passado tão previsível,
ainda tem o mundo inteiro pra ser descoberto,
destrambelhado.
devagar
quarta-feira, março 29, 2006
metáfora
pra mim o mundo é todo como uma rua deserta escura,
e cada pessoa tem uma casa, com a luz acesa,
que nunca será conhecida por ninguém além do solitário proprietário.
e cada pessoa tem uma casa, com a luz acesa,
que nunca será conhecida por ninguém além do solitário proprietário.
segunda-feira, março 27, 2006
juventude transviada
tardiamente, tenho minha crise,
e essas são minhas únicas desculpas.
pára tudo irmãozinho,
porque tá tudo errado,
tudo que tá do jeito certo,
e que tá do lado errado.
quero comer com a mão,
dar o cu,
bater o carro.
cansei de tanto comportamento,
o mesmo,
em todos os lugares,
eu cansei de tanta repressão, de tanta elegancia,
estive certa,
as vezes vejo,
freud tava certo,
o sexo libera.
vamos liberar porque é o caminho,
ficar preso em posturas e soluções,
em carreiras e sermões,
isso é adoecer,
é deformar a alma.
o homem é adulto pra trepar,
amadurece, pra que?
não é pra existir perdão,
eu quero, e o que eu quero é fora da medida,
é grande demais pra qualquer um ler,
eu quero é estourar a poesia,
estourar a medida,
estourar sua preguiça.
eu quero.
e essas são minhas únicas desculpas.
pára tudo irmãozinho,
porque tá tudo errado,
tudo que tá do jeito certo,
e que tá do lado errado.
quero comer com a mão,
dar o cu,
bater o carro.
cansei de tanto comportamento,
o mesmo,
em todos os lugares,
eu cansei de tanta repressão, de tanta elegancia,
estive certa,
as vezes vejo,
freud tava certo,
o sexo libera.
vamos liberar porque é o caminho,
ficar preso em posturas e soluções,
em carreiras e sermões,
isso é adoecer,
é deformar a alma.
o homem é adulto pra trepar,
amadurece, pra que?
não é pra existir perdão,
eu quero, e o que eu quero é fora da medida,
é grande demais pra qualquer um ler,
eu quero é estourar a poesia,
estourar a medida,
estourar sua preguiça.
eu quero.
sábado, março 25, 2006
vamos fazer um filme
eu não queria começos de frases nessa madrugada,
queria um arrepio, um gozo, um tejo.
queria tanto sexo,
e de receios, toda minha inocência.
os papos angustiantes, entre um ou dois gim's,
queria pedir pro mundo parar de girar,
nesse ritmo alucinante,
que eu tava naquela roda maldita,
pulando de cavalinho em cavalinho,
claustrofóbica, angustiada, só,
com todas as cores alcoolicas a volta.
eu queria pedir pra parar,
que eu queria descer.
tinha perdido um tanto da graça,
e só tinha pra mim no mundo uma salvação,
pra tanta desilusão, meu amigo,
pra tantos conceitos desordenados!
aquele abraço quente,
um rosto um cheiro conhecidos,
aquele calor materno,
que eu quase nunca tive.
andar com os pés descalsos,
se mostrou ardido.
os pés que sabiam andar sós a tempos,
esses, de repente, estavam vazios.
acolhida num abraço, não é preciso saber todas as verdades do mundo,
não é preciso ser ética e correta,
não é preciso finais eloquentes.
queria um arrepio, um gozo, um tejo.
queria tanto sexo,
e de receios, toda minha inocência.
os papos angustiantes, entre um ou dois gim's,
queria pedir pro mundo parar de girar,
nesse ritmo alucinante,
que eu tava naquela roda maldita,
pulando de cavalinho em cavalinho,
claustrofóbica, angustiada, só,
com todas as cores alcoolicas a volta.
eu queria pedir pra parar,
que eu queria descer.
tinha perdido um tanto da graça,
e só tinha pra mim no mundo uma salvação,
pra tanta desilusão, meu amigo,
pra tantos conceitos desordenados!
aquele abraço quente,
um rosto um cheiro conhecidos,
aquele calor materno,
que eu quase nunca tive.
andar com os pés descalsos,
se mostrou ardido.
os pés que sabiam andar sós a tempos,
esses, de repente, estavam vazios.
acolhida num abraço, não é preciso saber todas as verdades do mundo,
não é preciso ser ética e correta,
não é preciso finais eloquentes.
terça-feira, março 21, 2006
atávico
as cenas de uma vida que não vale a pena servem apenas para distrair desse eterno movimento. como um quarto lotado de papéis, fotos e lembranças, nos quais me perco até esquecer o que estava procurando.
minha ânsia desabalada de transcendência, minha compulsividade com os livros, tudo para suplantar os desejos mais singelos que há em mim: teu sexo num buque de flores, os delírios livres de uma mente sem febre.
minha ânsia desabalada de transcendência, minha compulsividade com os livros, tudo para suplantar os desejos mais singelos que há em mim: teu sexo num buque de flores, os delírios livres de uma mente sem febre.
domingo, março 19, 2006
estudo sobre a inércia
refletido no seu óculos,
passavam os sonhos,
filmes, rebanhos,
(ou seriam nuvens?).
apesar do quarto nu, mundo,
o silêncio.
que tornava as palavras bolhas,
bolhas, nuvens.
o mundo passava,
nos óculos,
e o silêncio sonhava.
e do silêncio,
por isso,
não restam palavras,
restam nuvens, bolhas, cenas recortadas, pensamentos,
restam sonhos invivíveis,
atrás do óculos,
invisíveis.
passavam os sonhos,
filmes, rebanhos,
(ou seriam nuvens?).
apesar do quarto nu, mundo,
o silêncio.
que tornava as palavras bolhas,
bolhas, nuvens.
o mundo passava,
nos óculos,
e o silêncio sonhava.
e do silêncio,
por isso,
não restam palavras,
restam nuvens, bolhas, cenas recortadas, pensamentos,
restam sonhos invivíveis,
atrás do óculos,
invisíveis.
sexta-feira, março 10, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
que importam as dunas? tudo importa.
doce pregador,
apaixonado pelas próprias palavras,
metralhava, nós,
os desiludidos,
com qualquer verdade entusiasmada.
falava de mar,
perdigotos e palavras-consolo,
e de dentro,
quase inata,
me veio aquela imensa vontade,
que dentro de mim se esforçava,
e crescia e sufocava,
de ter sua mão,
na minha.
apaixonado pelas próprias palavras,
metralhava, nós,
os desiludidos,
com qualquer verdade entusiasmada.
falava de mar,
perdigotos e palavras-consolo,
e de dentro,
quase inata,
me veio aquela imensa vontade,
que dentro de mim se esforçava,
e crescia e sufocava,
de ter sua mão,
na minha.
finished
eu conhecia aquele nariz, aqueles olhos.
eram da minha mãe morta,
olhava encantada, como se fosse mesmo,
uma hora e meia sem perceber o que raios falavam pela sala.
eram ondas, perdidas,
que quando eu eventualmente quisesse,
poderia resgatar.
eram da minha mãe morta,
olhava encantada, como se fosse mesmo,
uma hora e meia sem perceber o que raios falavam pela sala.
eram ondas, perdidas,
que quando eu eventualmente quisesse,
poderia resgatar.
sábado, março 04, 2006
quinta-feira, março 02, 2006
livros
'tropeçava nos astros desastrados'
nua, vendo as estrelas.
vontade de se cortar,
beber mais já não havia.
amor maior já não tinha,
beijo algum no largo da cidade.
e a cidade já cedo explodia.
as calças sentadas no chão,
parecia o medo.
era o medo enfim
'Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou o que é muito pior por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um:'
nua, vendo as estrelas.
vontade de se cortar,
beber mais já não havia.
amor maior já não tinha,
beijo algum no largo da cidade.
e a cidade já cedo explodia.
as calças sentadas no chão,
parecia o medo.
era o medo enfim
'Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou o que é muito pior por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um:'
terça-feira, fevereiro 28, 2006
caledoscópio
Eu queria gravar as imagens que não saem do meu cérebro em folhas sem culpa, sem testemunhas dos meus inesperados crimes e das minhas fraquezas. Quando eu fecho os olhos e sinto prazer, nas dobras das memórias, e eu sinto prazer sob esse tédio imenso. As vezes penso tão rápido tentando ser sincera ao máximo, como se mentiras fossem como cascas de cebola, e então nada mais faz sentido e eu fico pairando num limbo silencioso e sem razão, que eles chamam de loucura.
não, eu não entendo
o copo de leite na mão, o pijama tão real quanto uma brochada, davam-na aquela aura morna de pão saído do forno. o pai deitado no sofá via o filme na t.v., e a menina via só a luz azul nas rugas dele. a dois passos da escada lembrou-se de ser simpática:
- boa noite - e liquefeu-se numa poça.
- boa noite - e liquefeu-se numa poça.
domingo, fevereiro 26, 2006
soneto da falta do que fazer (de como chegar às calcinhas em outras décadas)
ei broto, vamos pegar uma onda em bora-bora.
ei cocota, vamos embora.
juro que assim que você beber uma coca-cola,
vai perceber que eu e você somos um estouro.
ei baby, não se acanhe,
não me morda, não me arranhe,
não se assuste baby,
com minhas rimas baratas.
eu sei que eu não fui a escola,
que não sou judeu,
que eu cheiro cola,
no entanto, o melhor é começar do princípio,
ei pequena vamos nessa,
vamos fazer um filho!
ei cocota, vamos embora.
juro que assim que você beber uma coca-cola,
vai perceber que eu e você somos um estouro.
ei baby, não se acanhe,
não me morda, não me arranhe,
não se assuste baby,
com minhas rimas baratas.
eu sei que eu não fui a escola,
que não sou judeu,
que eu cheiro cola,
no entanto, o melhor é começar do princípio,
ei pequena vamos nessa,
vamos fazer um filho!
certa feita: amarelo e azul ficou simpático!
existia um gato que se chamava stevie wonder, ele era amarelo e gordo.
essa noite ele se escondeu embaixo de um fusca azul,
como os milhares de imperceptíveis felinos em baixo de tantos carros, em tantas noites.
eu andava, com passos cansados.
era eu e stevie wonder, stevie wonder and me.
super romântico sabe.
essa noite ele se escondeu embaixo de um fusca azul,
como os milhares de imperceptíveis felinos em baixo de tantos carros, em tantas noites.
eu andava, com passos cansados.
era eu e stevie wonder, stevie wonder and me.
super romântico sabe.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
bridge over trouble water
qualquer maneira de amor valerá.
(hoje uma das flores polinizou)
o que será que será, que todos os avisos não vão evitar?
(hoje uma das flores polinizou)
o que será que será, que todos os avisos não vão evitar?
terça-feira, fevereiro 21, 2006
arde o tempo todo
eu to na lama
tantos motivos que ardem
ocultos no prazer barato dessas tardes de bar
tantos motivos que ardem
ocultos no prazer barato dessas tardes de bar
sábado, fevereiro 18, 2006
about lost memories, in a far far away holiday sunday.
como eu sei, porque nunca mais te vi.
(faz tanto tempo)
e também nunca mais ia te ver,
eu era outra outra outra pessoa.
(eu to tentando esqueçer, juro que to)
acho que numa tarde qualquer vai me invadir essa mesma melancolia,
mas acho que nunca vou esquecer.
obs: desculpem o inglês porco.
(faz tanto tempo)
e também nunca mais ia te ver,
eu era outra outra outra pessoa.
(eu to tentando esqueçer, juro que to)
acho que numa tarde qualquer vai me invadir essa mesma melancolia,
mas acho que nunca vou esquecer.
obs: desculpem o inglês porco.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
zedentarismo
não me peça para garantir verdades,
minhas verdades não duram instantes.
as milhares de pequenas existências,
não duram instantes.
não me chame de mentirosa.
chama-me de esquizofrenica.
minhas verdades não duram instantes.
as milhares de pequenas existências,
não duram instantes.
não me chame de mentirosa.
chama-me de esquizofrenica.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
porcos com asas
no meio da sala a menina, no sofá,
a menina linda. luz vermelha de bordel,
e muito café. pra todo lugar que ia,
a mesma tátil sensação, a boca,
a boca, mastigando cada pedaço,
fresco, de vida.
foi mergulhado, tudo,
no caldo do dia,
tudo lírico, eufemista, podia
segurar o mundo,
na ponta dos dedos.
mordia as esquinas, lambia
mamilos. era tudo salgado
e doce, e lindo.
extase escancarado.
a menina linda. luz vermelha de bordel,
e muito café. pra todo lugar que ia,
a mesma tátil sensação, a boca,
a boca, mastigando cada pedaço,
fresco, de vida.
foi mergulhado, tudo,
no caldo do dia,
tudo lírico, eufemista, podia
segurar o mundo,
na ponta dos dedos.
mordia as esquinas, lambia
mamilos. era tudo salgado
e doce, e lindo.
extase escancarado.
domingo, fevereiro 12, 2006
deixa-me ser fútil
olha, o colegial acabou,
morreu a grande instituição paternalista.
os amigos vão pelo mundo,
cada um em um canto.
daqui a pouco saio de casa,
nem falo mais com meus pais.
e sabe, eu nem sei mais quem eu sou.
acho esse um belo dum conceito de solidão.
morreu a grande instituição paternalista.
os amigos vão pelo mundo,
cada um em um canto.
daqui a pouco saio de casa,
nem falo mais com meus pais.
e sabe, eu nem sei mais quem eu sou.
acho esse um belo dum conceito de solidão.
domingo, fevereiro 05, 2006
vide bula
a vida tá me doendo,
dores de clarice,
dores de mulher,
dores sem razão.
as cores me machucam,
tudo me segura forte,
parece uma pataquada lírica,
pungindo embaixo do meu nariz.
ei, você, quem sou eu?
ei, eu, quem é você?
dores de clarice,
dores de mulher,
dores sem razão.
as cores me machucam,
tudo me segura forte,
parece uma pataquada lírica,
pungindo embaixo do meu nariz.
ei, você, quem sou eu?
ei, eu, quem é você?
as sardas de adalgisa
a coisa mais linda foi:
sua lágrima no meu olho.
era salgado e ardia
mas as outras lágrimas,
que eram minhas,
não eram só suas
eram do céu ao chão.
sua lágrima no meu olho.
era salgado e ardia
mas as outras lágrimas,
que eram minhas,
não eram só suas
eram do céu ao chão.
acho que é abbey road
eu.
eu só.
eu só vivo.
eu só vivo pra uma.
eu só vivo pra uma coisa.
"and in the end, the love you take, is equal to the love... you make..."
eu só.
eu só vivo.
eu só vivo pra uma.
eu só vivo pra uma coisa.
"and in the end, the love you take, is equal to the love... you make..."
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
eles dizem que eu sou insana
andei pelo escadão,
as pichações,
e o muro de heras.
o chão, a parede, só sobrava o céu.
me senti dando descarga,
tudo girando, girando, sugando,
e no fim do escadão eu já era uma pessoa diferente.
aí eu acordei,
mas já não sabia quem eu era.
passei duas horas deitada nua,
e vi meus mamilos endurecerem.
eu não queria sair da cama,
fora da cama não era macio,
como o colchão e a luz laranja.
saiu o sol, e como sempre,
obscureceu minhas certezas.
sabe..
as pichações,
e o muro de heras.
o chão, a parede, só sobrava o céu.
me senti dando descarga,
tudo girando, girando, sugando,
e no fim do escadão eu já era uma pessoa diferente.
aí eu acordei,
mas já não sabia quem eu era.
passei duas horas deitada nua,
e vi meus mamilos endurecerem.
eu não queria sair da cama,
fora da cama não era macio,
como o colchão e a luz laranja.
saiu o sol, e como sempre,
obscureceu minhas certezas.
sabe..
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
ceci n'est pas une pipe
"
sem contenção
sem contenção
cabe a razão de cada um ter sua visão
"
ei. to ficando nervosa.
sem contenção
sem contenção
cabe a razão de cada um ter sua visão
"
ei. to ficando nervosa.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
tão seu - skank
Eu sinto sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre
Não diga que não vem me ver
de noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no Pathé
Que culpa a gente tem de ser feliz
Que culpa a gente tem, meu bem
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além
Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre
Não diga que não vem me ver
de noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no Pathé
Que culpa a gente tem de ser feliz
Que culpa a gente tem, meu bem
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além
Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu
terça-feira, janeiro 31, 2006
a amava com a intensidade dos tímidos e a insistência dos tolos
seu gosto ficou de vez, teu cheiro, na minha cara.
sem lembranças, as memórias estão presas no meu corpo.
mas o corpo respira, e pensa.
não consigo evitar que pense.'
desejo.
gostos e bocas.
sem lembranças, as memórias estão presas no meu corpo.
mas o corpo respira, e pensa.
não consigo evitar que pense.'
desejo.
gostos e bocas.
vale a pena ouvir
After Hours
Velvet Underground
1-2-3
If you close the door, the night could last forever
Keep the sunshine out and say hello to never
All the people are dancing and they're havin such fun
I wish it could happen to me
but if you close the door, I'd never have to see the day again.
If you close the door, the night could last forever,
Leave the wineglass out and drink a toast to never
Oh, someday I know someone will look into my eyesand say hello -- you're my very special one--but if you close the door, I'd never have to see the day again.
Dark cloudy bars
Shiny Cadillac carsand the people on subways and trains
Looking gray in the rain
As they stand disarrayed
And if you close the door, the night could last forever.
Leave the sunshine out and say hello to never
all the people are dancing and they're having such fun
I wish it could happen to me'
Cause if you close the door,
I'd never have to see the day again.
I'd never have to see the day again.
(once more)
I'd never have to see the day again.
tem muito a ver.
achava que nunca teria essa capacidade de intimidade assim assado.
Velvet Underground
1-2-3
If you close the door, the night could last forever
Keep the sunshine out and say hello to never
All the people are dancing and they're havin such fun
I wish it could happen to me
but if you close the door, I'd never have to see the day again.
If you close the door, the night could last forever,
Leave the wineglass out and drink a toast to never
Oh, someday I know someone will look into my eyesand say hello -- you're my very special one--but if you close the door, I'd never have to see the day again.
Dark cloudy bars
Shiny Cadillac carsand the people on subways and trains
Looking gray in the rain
As they stand disarrayed
And if you close the door, the night could last forever.
Leave the sunshine out and say hello to never
all the people are dancing and they're having such fun
I wish it could happen to me'
Cause if you close the door,
I'd never have to see the day again.
I'd never have to see the day again.
(once more)
I'd never have to see the day again.
tem muito a ver.
achava que nunca teria essa capacidade de intimidade assim assado.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
um instante maestro
as palavras nem sempre compreendem a verdade.
por um instante achei que seria o tão esperado ponto final,
mas agora percebo,
nunca teremos ponto final..
pelo menos assim espero.
tua mão procura a minha - fujo,
segundos depois as procuro, e já não estão lá.
paradoxal como é,
amor - amplo e bonito.
mas insustentável.
essa era a palavra não é?
por um instante achei que seria o tão esperado ponto final,
mas agora percebo,
nunca teremos ponto final..
pelo menos assim espero.
tua mão procura a minha - fujo,
segundos depois as procuro, e já não estão lá.
paradoxal como é,
amor - amplo e bonito.
mas insustentável.
essa era a palavra não é?
domingo, janeiro 22, 2006
i'm finding it harder to be a gentlemen
não estou mais entendendo nada
isso dá uma aflição danada
pelo menos vai perdendo as ilusões
endurecendo qualquer resquício de ternurna
todo mundo quer ser descoberto
é verdade
mas tem uma hora que tem que pensar,
e fazer um royal flesh
acordei -
miojo nas paredes
cigarro no chão
o jack white tem cara de ser maluco e endurecido
e parece muitíssimo inteligente.
- and i got mud on my shoes -
só queria fazer um soneto bicho.
isso dá uma aflição danada
pelo menos vai perdendo as ilusões
endurecendo qualquer resquício de ternurna
todo mundo quer ser descoberto
é verdade
mas tem uma hora que tem que pensar,
e fazer um royal flesh
acordei -
miojo nas paredes
cigarro no chão
o jack white tem cara de ser maluco e endurecido
e parece muitíssimo inteligente.
- and i got mud on my shoes -
só queria fazer um soneto bicho.
quinta-feira, janeiro 19, 2006
a racionalidade e o amor (em francês)
antecipa os tropegos ébrios do espírito
e vai na contramão de todo resto.
sai a destrinchar conceitos,
esmiuçar possibilidades,
e esqueçe que o encanto,
não pode ser provocado.
não é para admirar,
e sim para sentir, porra.
e vai na contramão de todo resto.
sai a destrinchar conceitos,
esmiuçar possibilidades,
e esqueçe que o encanto,
não pode ser provocado.
não é para admirar,
e sim para sentir, porra.
domingo, janeiro 15, 2006
lembrando-se:
o vazio naum pode ser descrito por palavras.
o vazio é a ausencia delas.
é não entender nada disso.
eu e meus valores, minhas loucuras.
no meio disso tudo, que é muito maior que eu.
e dessas pessoas que mesmo assim eu amo.
e quero.
mas.
isso tudo é mais forte que nós.
escuta meu pseudo guardião, werther.
obrigado por gostar de mim, me dar tudo o que você me deu.
me ensinar tudo.
está claro, acabou.
e mesmo assim, sem volta, nem recomeço...
eu te amo.
tem pessoas que são lindas, mas não são tão bonitas assim.
o vazio é a ausencia delas.
é não entender nada disso.
eu e meus valores, minhas loucuras.
no meio disso tudo, que é muito maior que eu.
e dessas pessoas que mesmo assim eu amo.
e quero.
mas.
isso tudo é mais forte que nós.
escuta meu pseudo guardião, werther.
obrigado por gostar de mim, me dar tudo o que você me deu.
me ensinar tudo.
está claro, acabou.
e mesmo assim, sem volta, nem recomeço...
eu te amo.
tem pessoas que são lindas, mas não são tão bonitas assim.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
i me mine ou tentando quebrar o maldito vaso chinês ou as primeiras palavras de emily claudel ou ainda como dissuadir uma toupeira em cinco lições
é preciso ser tão sujo pra ser livre prozac é limpo prozac é elegante (a famosa moralidade) enfim ser livre tão burguês e tão popular o engraçado é que ela veste calças de pijama minha madame é elegante porque não é livre mas veste calças de pijama e incluindo nesse papo de liberdade eu continuo e digo que não permitiria um "é" sem acento poxa isso me deixaria bolada tanto como é difícil mudar de assunto sem pontuar e o pior é que de fato não está nem perto de ser original está a galáxias de ser original (pegou pegou galáxias) acho que galáxias tem vírgula mas parenteses meu deus como sinto falta das queridas reticências puts melhor desabafar essa necessidade por teclas proibidas pondo várias palavras bem acentuadas tal qual ahn ahn inconstitucionalicimamente isso é a infancia de todo bom adolescente e coisas como péeeezinho ótimo simplesmente ótimo infancia de merda o denis falava de uma menina da vila ele disse que ela é legal mas que ela achava bonito ser feia eu pessoalmente achei bonito ela achar bonito ser feia mas acho que o que gosto mesmo é da sujeira dela a sujeira que eu não sei se é dela ou do azul acho que se confunde e talvez quando ela vai cheirar uma carreira no banheiro do azul acho que eles viram um só puta troço bonito os dois vão viver pouco mas quem que não vai viver pouco hoje em dia?
-me sinto péssima baby,
(mil cigarros)
um desconsolar tão sozinho e igual,
quem ligará?
pois é...
prozac é elegante.
(o legal dos personagens, é que eles são a personificação das mentiras e das perversões... ainda mais se você pega um wilde, ou coisa que o valha..)
-me sinto péssima baby,
(mil cigarros)
um desconsolar tão sozinho e igual,
quem ligará?
pois é...
prozac é elegante.
(o legal dos personagens, é que eles são a personificação das mentiras e das perversões... ainda mais se você pega um wilde, ou coisa que o valha..)
quinta-feira, janeiro 12, 2006
causa/consequência
popoctpoctpopoctpoct.
décimo quinto andar.
luís do bar se masturba ao som de um rockabilly.
esquina da augusta com a antonio carlos.
o vento leva a garçonete vegetariana a arrumar os cabelos castanhos, com uma graça tão emblemática, que o cara com o rim zoado que, por sinal, acabava de voltar da consulta médica virou a cabeça pra trás, afim de poder observar, e, fatalmente, perdeu alguns instantes de sua vida.
mas ele não tem a menor chance. ela estava a minutos de se encontrar com sua muito esbelta namorada. sim, sim...
o joca já havia me dito.
ele pegou as duas no banheiro...
décimo quinto andar.
luís do bar se masturba ao som de um rockabilly.
esquina da augusta com a antonio carlos.
o vento leva a garçonete vegetariana a arrumar os cabelos castanhos, com uma graça tão emblemática, que o cara com o rim zoado que, por sinal, acabava de voltar da consulta médica virou a cabeça pra trás, afim de poder observar, e, fatalmente, perdeu alguns instantes de sua vida.
mas ele não tem a menor chance. ela estava a minutos de se encontrar com sua muito esbelta namorada. sim, sim...
o joca já havia me dito.
ele pegou as duas no banheiro...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
i can watch the country side
eu não devia beber, nem ficar com os seios a mostra: faz mal pra minha garganta.
eu não devia falar eu, é proibido.
eu não devia seguir leis.
eu não deveria reclamar e me sentir miserável.
eu só devia me sentir masoquista na depilação.
eu só devia me permitir bular essa rigorosa seleção de normas por causas nobres.
eu queria jogar sinuca.
eu queria liberar minhas tensões sexuais.
eu queria me sentir livre.
eu queria poder escrever tudo o que me passasse na minha cabeça.
eu queria ser idiota (ou corajosa) o suficiente pra mandar tudo a merda.
eu queria ter histórico relaciomental com quase todo mundo.
o arcade fire podia me seguir o dia inteiro.
mas hoje a noite tá tão escura.
e eu preciso me esquecer que ela tá escura?
porque?
porque?
i've been leeeeeeeearning to drive, my hole life.
eu não devia falar eu, é proibido.
eu não devia seguir leis.
eu não deveria reclamar e me sentir miserável.
eu só devia me sentir masoquista na depilação.
eu só devia me permitir bular essa rigorosa seleção de normas por causas nobres.
eu queria jogar sinuca.
eu queria liberar minhas tensões sexuais.
eu queria me sentir livre.
eu queria poder escrever tudo o que me passasse na minha cabeça.
eu queria ser idiota (ou corajosa) o suficiente pra mandar tudo a merda.
eu queria ter histórico relaciomental com quase todo mundo.
o arcade fire podia me seguir o dia inteiro.
mas hoje a noite tá tão escura.
e eu preciso me esquecer que ela tá escura?
porque?
porque?
i've been leeeeeeeearning to drive, my hole life.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
costurandopalavras
o fim e o começo: recapitula todo o excesso: sai e entra: abre mil portas: deixa-as abertas: e persistiria tanto: o vazio teria oculto em si: o infinito
..............................................................................................................o infinito
..............................................................................................................o infinito
sábado, janeiro 07, 2006
is strange to dance so soon??
pouca convivência, de palavras mortas, e emails nesse entremeio, me lembram de cartas de quem já não se vê, mas de certa forma se importou. de quem num dia (qualquer por excelência), tem um chiste, e se lembra, em um ou dois vagos momentos. entra aí o flash de um sorriso incosciente de si, e pequeno, um sorriso que por isso mesmo, é puro gozo. e segue a vida desnaturada e arrebanhada da humanidade.
daí seguem-se as cartas, que por serem distantes, e por tentarem inultilmente (e sem mta força em verdade) resgatar alguma vida, como que extraindo de um fruto seco qualquer tentativa de suco, tem um tom esguio e bonito, com alguns floreios e outros borrões (algo tem q denunciar a assiduidade de harry potter). você já descobriu a importancia de ser feliz? de ir no cinema, de ir no teatro, de levar semi acordado essa vida em cima do caminho de pedras? passo atrás de passo, e o horizonte sempre visível, e sempre temível. eu não. queria q você me explicasse se pudesse, você parece saber... mas ora, me dizem que as razões são sempre próprias! pois espero que naum.. espero que se salvem, me salvem, que talvez não seja próprio, mas sim um segredo bem guardado.
talvez seja preciso conhecer-te a si proprio, pra aprender como satisfazer-se.
qr dizer, é sempre assim, naum é...?
são quase três, e você sabe ser feliz. pensar... esse é o veneno.. ler também é muito destrutivo... solucionar... isso é do demonio.. o primordial é manter-se na satisfacao propria, masturbaçao, consumismo, massageaçao de ego, tdo isso... no ciclo ínfimo, consumir, vazio, consumir, vazio, mais mais mais, e as vezes a overdose... o.d.... pois é, cada vez mais a luz traz as trevas, a luz, desse pessoal porcalhão..
quando voltar, esperarei, q você chegue baixinho no meu ouvido, e conte, o segredo de ser feliz.
obs. vê q a pergunta modificou??? pois isso significa que eu sei a resposta, eu algum lugar, só naum me permito saber, por causa de algum mecanismo de defesa... não têm o mínimo sentido.é preciso coragem, e isso é parte do processo todo. acho que sei a resposta, mas não sei a pergunta..
sofia, minha mente me perturba.
daí seguem-se as cartas, que por serem distantes, e por tentarem inultilmente (e sem mta força em verdade) resgatar alguma vida, como que extraindo de um fruto seco qualquer tentativa de suco, tem um tom esguio e bonito, com alguns floreios e outros borrões (algo tem q denunciar a assiduidade de harry potter). você já descobriu a importancia de ser feliz? de ir no cinema, de ir no teatro, de levar semi acordado essa vida em cima do caminho de pedras? passo atrás de passo, e o horizonte sempre visível, e sempre temível. eu não. queria q você me explicasse se pudesse, você parece saber... mas ora, me dizem que as razões são sempre próprias! pois espero que naum.. espero que se salvem, me salvem, que talvez não seja próprio, mas sim um segredo bem guardado.
talvez seja preciso conhecer-te a si proprio, pra aprender como satisfazer-se.
qr dizer, é sempre assim, naum é...?
são quase três, e você sabe ser feliz. pensar... esse é o veneno.. ler também é muito destrutivo... solucionar... isso é do demonio.. o primordial é manter-se na satisfacao propria, masturbaçao, consumismo, massageaçao de ego, tdo isso... no ciclo ínfimo, consumir, vazio, consumir, vazio, mais mais mais, e as vezes a overdose... o.d.... pois é, cada vez mais a luz traz as trevas, a luz, desse pessoal porcalhão..
quando voltar, esperarei, q você chegue baixinho no meu ouvido, e conte, o segredo de ser feliz.
obs. vê q a pergunta modificou??? pois isso significa que eu sei a resposta, eu algum lugar, só naum me permito saber, por causa de algum mecanismo de defesa... não têm o mínimo sentido.é preciso coragem, e isso é parte do processo todo. acho que sei a resposta, mas não sei a pergunta..
sofia, minha mente me perturba.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
the arcade fire - neighborhood 1# tunels
tava tocando a história fantástica dos túneis da neve,
em que eles deixaram o cabelo crescer e esqueceram tudo o que sabiam.
foi fantástico.
a chuva tava lá fora,
e de alguma maneira o atrito do pneu deixava aquele solo leitoso e escuro,
quente.
pelo meu ouvido, pela minha boca, até pelos olhos,
saia um troço que me enchia o peito,
um troço espiritual quase líquido.
e esse troço, e o asfalto, e a música, e principalmente a escuridão,
tinha tudo uma leve impressão de que todas as concepções tavam erradas,
e que a matéria corria livre por debaixo dos olhos preguiçosos.
a matéria era livre.
e nesse instante a melodia ficou tão bonita.
que deu vontade de se chamar de lírico, ou sei lá.
em que eles deixaram o cabelo crescer e esqueceram tudo o que sabiam.
foi fantástico.
a chuva tava lá fora,
e de alguma maneira o atrito do pneu deixava aquele solo leitoso e escuro,
quente.
pelo meu ouvido, pela minha boca, até pelos olhos,
saia um troço que me enchia o peito,
um troço espiritual quase líquido.
e esse troço, e o asfalto, e a música, e principalmente a escuridão,
tinha tudo uma leve impressão de que todas as concepções tavam erradas,
e que a matéria corria livre por debaixo dos olhos preguiçosos.
a matéria era livre.
e nesse instante a melodia ficou tão bonita.
que deu vontade de se chamar de lírico, ou sei lá.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
joão gostoso
sujeito grandalhão - acabado - cara de policial com dor de dente. Entra pela edícula direita, segue pelo patamar e alcança o banheiro.
- Já não somos crianças, os rostos não conseguem mais fingir não enganar (perderam a ignorância). Sempre máscaras. O rosto no deserto não tem forma, mas basta alguém olhar, que ele se transforma num holograma (entre mil). Os olhos, o olho, é a única coisa que resta de vivo, de real. É como um pequeno animal assustado, acuado na caverna. Estamos quase sempre perdidos.
Observa as rugas, os vincos, observa a pele cada vez mais grossa. Camadas e camadas de amargura...
Ele olha, as rugas vivas, a lhe magoarem o rosto, o sujeito liquidado.
- Dois espelhos postos um em frente do outro, abolutamente paralelos.
O que eles refletem? O que eles refletem??
Um instante diferente, e ele não seria o mesmo. No entanto, ele forma uma unidade, e essa certeza o dilacera. Ele pensa, ele e o corpo. Um só. Não poderia ser de outra maneira.
- Já não somos crianças, os rostos não conseguem mais fingir não enganar (perderam a ignorância). Sempre máscaras. O rosto no deserto não tem forma, mas basta alguém olhar, que ele se transforma num holograma (entre mil). Os olhos, o olho, é a única coisa que resta de vivo, de real. É como um pequeno animal assustado, acuado na caverna. Estamos quase sempre perdidos.
Observa as rugas, os vincos, observa a pele cada vez mais grossa. Camadas e camadas de amargura...
Ele olha, as rugas vivas, a lhe magoarem o rosto, o sujeito liquidado.
- Dois espelhos postos um em frente do outro, abolutamente paralelos.
O que eles refletem? O que eles refletem??
Um instante diferente, e ele não seria o mesmo. No entanto, ele forma uma unidade, e essa certeza o dilacera. Ele pensa, ele e o corpo. Um só. Não poderia ser de outra maneira.
domingo, dezembro 25, 2005
gosto muito de você. leãozinho.
eu andava ostrando por aí, era tudo o recomforto conformado (já viu como conformo parece conforto?). pois é. ostrava, de monte, por aí. sou muito medrosa, isso é o que sou, e tinha medo, tanto medo. pois é. quando eu era pequena tinha medo de rio. meu pai me tacou num rio uma vez, e eu não tive mais medo. pois é. ela me tacou na vida (ela e ele em verdade), e eu não tive mais medo. daí eu senti felicidade. era um troço quente e embaçado. quente, embaçado pelas lágrimas. muitas muitas lágrimas, que eram o preço da felicidade. pois é. daí foi embora, pra sempre. mesmo que não fosse, foi pra sempre. mas. daí de vez em quando aparece a sombra, acontece que é amargo. acontece que tudo mudou e perdeu a graça. acontece que na minha lembrança mora um episódio doce. e só. esquece-se as sobras. esqueçe-se os restos.
olha eu não deveria te dizer, mas era tudo macio como em sonho.
e isso não é questão de caráter, é questão de maciez inata.
saca?
olha eu não deveria te dizer, mas era tudo macio como em sonho.
e isso não é questão de caráter, é questão de maciez inata.
saca?
há tempos
Me cansei de fingir me calar diante dessa conspiração sem razão.
Calar-se diante das coisas mais banais, e necessárias. Absurdo.
Assim, meus músculos cansados, começam a acostumar-se a não reclamar a dor, de ser músculo partido.
Calar as coisas de real valor, esses milagres de que você fala, e eu teimava em não acreditar.
Cala-los, pois permitir a sua existência, nesse mundo tão cinzento, é pecado dos mais graves.
Sim, palavras não deixarão os milagres desfazerem-se ao longo do dia.
e fora do onibûs é noite, e luzes laranjas iluminam o mato que passa rápido demais para que algo dele viva em mim. no máximo morre a fugaz impressão que me deixou. mesmo que algo fique pra sempre, impresso na minha retina, e faça parte de mim.
E o sol que fez essa tarde é um milagre, e o sorriso silencioso e contente do cobrador é um milagre, e as minhas saudades são um milagre.
Me divido ainda entre a sensação de estar dentro de um filme, e não participar dessa vida, ter esquecido a minha alma no metrô, e a sensação de ainda sentir as coisas, com uma intensidade tremenda. Acho mesmo é que estou morrendo, cada segundo um pouco mais. E quem sabe não é isso mesmo!
Meus beijos já não são como eram na semana passada, e de uns tempos pra cá, ando perdendo muito de mim. À noite, bem baixinho, sussurram na minha orelha, que a vida é curta, e a infância acabou-se. E assim aos poucos, vou esquecendo de ser consciente, e parto pra vida com um corpo oco e surdo.
E é um crime, que à noite a culpa cristã vem castigar.
(mas se os dias hoje em dia só tem 22 horas!).
Sim, já não sou mais a mesma, e já nem sei mais quem sou.
Me perdi em alguma esquina, e nunca mais me encontrei.
Sem eu mesma não sei mais diferenciar as cores,
e não sei mais reconhecer pessoas, de pedras, ou de plantas.
Quem ser eu?
Eu é.
(carta prum professor do caralho)
Calar-se diante das coisas mais banais, e necessárias. Absurdo.
Assim, meus músculos cansados, começam a acostumar-se a não reclamar a dor, de ser músculo partido.
Calar as coisas de real valor, esses milagres de que você fala, e eu teimava em não acreditar.
Cala-los, pois permitir a sua existência, nesse mundo tão cinzento, é pecado dos mais graves.
Sim, palavras não deixarão os milagres desfazerem-se ao longo do dia.
e fora do onibûs é noite, e luzes laranjas iluminam o mato que passa rápido demais para que algo dele viva em mim. no máximo morre a fugaz impressão que me deixou. mesmo que algo fique pra sempre, impresso na minha retina, e faça parte de mim.
E o sol que fez essa tarde é um milagre, e o sorriso silencioso e contente do cobrador é um milagre, e as minhas saudades são um milagre.
Me divido ainda entre a sensação de estar dentro de um filme, e não participar dessa vida, ter esquecido a minha alma no metrô, e a sensação de ainda sentir as coisas, com uma intensidade tremenda. Acho mesmo é que estou morrendo, cada segundo um pouco mais. E quem sabe não é isso mesmo!
Meus beijos já não são como eram na semana passada, e de uns tempos pra cá, ando perdendo muito de mim. À noite, bem baixinho, sussurram na minha orelha, que a vida é curta, e a infância acabou-se. E assim aos poucos, vou esquecendo de ser consciente, e parto pra vida com um corpo oco e surdo.
E é um crime, que à noite a culpa cristã vem castigar.
(mas se os dias hoje em dia só tem 22 horas!).
Sim, já não sou mais a mesma, e já nem sei mais quem sou.
Me perdi em alguma esquina, e nunca mais me encontrei.
Sem eu mesma não sei mais diferenciar as cores,
e não sei mais reconhecer pessoas, de pedras, ou de plantas.
Quem ser eu?
Eu é.
(carta prum professor do caralho)
sábado, dezembro 24, 2005
admirável mundo novo
"Levada às últimas conseqüências, a tecnologia cria, para o homem, um paraíso artificial e perfeito, um mundo em que não há pobreza nem velhice.
Crianças são geradas em laboratórios e especialmente treinadas para desempenhar futuras funções no meio social, mas é um mundo em que foi abolida a família, onde não há lugar para os sentimentos e no qual a extrema liberdade sexual não deixa lugar para o amor."
- crítica a Stálin, ou profecia da sociedade pós moderna?
Crianças são geradas em laboratórios e especialmente treinadas para desempenhar futuras funções no meio social, mas é um mundo em que foi abolida a família, onde não há lugar para os sentimentos e no qual a extrema liberdade sexual não deixa lugar para o amor."
- crítica a Stálin, ou profecia da sociedade pós moderna?
quarta-feira, dezembro 21, 2005
O sétimo retrato do Desespero
Desespero se lembra.
é uma recordação peculiar e chata,
na qual as coisas se tornam desoladoras e atadas à escuridão.
Existe alegria aqui,
é claro,
e amor,
e carícias.
A presença que faz
o presente ser absolutamente
insuportável.
Sem triunfo,
sem amor,
sem alegria
o trabalho dela seria em vão.
post da ju.
é uma recordação peculiar e chata,
na qual as coisas se tornam desoladoras e atadas à escuridão.
Existe alegria aqui,
é claro,
e amor,
e carícias.
A presença que faz
o presente ser absolutamente
insuportável.
Sem triunfo,
sem amor,
sem alegria
o trabalho dela seria em vão.
post da ju.
terça-feira, dezembro 20, 2005
me gusta
People always told me be careful of what you do
And don't go around breaking young girls' hearts
And mother always told me be careful of who you love
And be careful of what you do 'cause the lie becomes the truth
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my sonmichael jackson
domingo, dezembro 18, 2005
pontadas no rim
eu não quero que pense que te amo,
pois não amo.
mas eu quero que imagine que te quero,
pois assim, talvez... te faria feliz.
não quero nunca falar sobre amor,
nem sobre saudades,
se já não os sinto,
se os invento.
esses vícios de estilo,
a insônia,
tudo, me dá dor de estômago.
talvez seja hora de levar um soco no estômago,
pra ler o que é dor.
talvez,
fugir, como sempre.
pois não amo.
mas eu quero que imagine que te quero,
pois assim, talvez... te faria feliz.
não quero nunca falar sobre amor,
nem sobre saudades,
se já não os sinto,
se os invento.
esses vícios de estilo,
a insônia,
tudo, me dá dor de estômago.
talvez seja hora de levar um soco no estômago,
pra ler o que é dor.
talvez,
fugir, como sempre.
observações pela noite que não devem ser feitas
- azar, azar, azar, azar.
- a vic e essas amigas malucas são mo descoladas e quase bonitas.
(deus do céu, casa da jucê com brie, foie gras, champagne!!)
- amanhã é ligar pro nico às 3.
- e pra mais alguém, quem? quem??!
- a noite é uma criança... e o taxista é mui simpático.
- céu sem "e" é cu... (esqueçe a rola)...
mandei fuder o pseudo bafômetro, pois como já dizia elizabeth, bebâdos tem o espírito livre, e a alma sã... a censura tende a 0, e cu de hegel é marx... (um lance assim)...
e é óoobviio: chuva filha da puta que tá com complô com deus querendo fuder minha garganta.
- a vic e essas amigas malucas são mo descoladas e quase bonitas.
(deus do céu, casa da jucê com brie, foie gras, champagne!!)
- amanhã é ligar pro nico às 3.
- e pra mais alguém, quem? quem??!
- a noite é uma criança... e o taxista é mui simpático.
- céu sem "e" é cu... (esqueçe a rola)...
mandei fuder o pseudo bafômetro, pois como já dizia elizabeth, bebâdos tem o espírito livre, e a alma sã... a censura tende a 0, e cu de hegel é marx... (um lance assim)...
e é óoobviio: chuva filha da puta que tá com complô com deus querendo fuder minha garganta.
sábado, dezembro 17, 2005
saudade do que não vi
o sono trôpego de um bêbado,
o passo incerto de um equilibrista,
de um lado, para o outro,
sempre sem razão,
e a cada passo,
desaprende um pouco mais,
o mundo que não seduz,
o mundo que oculta.
para que as palavras não tenham mais fim,
e que seja sempre dessa terna amargura a dor,
mas que como em todo fim, e toda dor,
que seja assim,
que tenha assim,
guardado como um segredo,
um pouco de amor.
o passo incerto de um equilibrista,
de um lado, para o outro,
sempre sem razão,
e a cada passo,
desaprende um pouco mais,
o mundo que não seduz,
o mundo que oculta.
para que as palavras não tenham mais fim,
e que seja sempre dessa terna amargura a dor,
mas que como em todo fim, e toda dor,
que seja assim,
que tenha assim,
guardado como um segredo,
um pouco de amor.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
decepção.
[agora é a hora que eu despejo um milhão de neuroses.]
[arremato com um final melodramático, no qual eu me torno vítima fácil.]
[arremato com um final melodramático, no qual eu me torno vítima fácil.]
quarta-feira, dezembro 14, 2005
editar, editar, editar...
(acho que pra postar no blog precissava de um bafômetro
(e sim! eu tenho problema quanto a colocação de cecedilhas, essês e afins))
e sim, eu passei pra segunda!! (uhuhuhuhu)
(e sim! eu tenho problema quanto a colocação de cecedilhas, essês e afins))
e sim, eu passei pra segunda!! (uhuhuhuhu)
domingo, dezembro 11, 2005
B.B. King
esse blues que me acaricia a alma,
me contorna, me consola,
que de repente, na umidez da chuva,
me entende..
me contorna, me consola,
que de repente, na umidez da chuva,
me entende..
sábado, dezembro 10, 2005
cinco faces do músculo cardíaco
esse seu beijo agridoce,
seu queixo peludo,
seu meio quase cheio,
absurdo.
bochecha nos dedos,
e os rostos?
rostos colados...
tender, smooth?
nunca mais...
te conheço,
e adoro te conheçer,
cada dia mais,
esse vício de adoecer.
me impregna,
de um amor nunca consumado,
desejado, ou reconhecido.
esse outro que bate mais,
mesmo sendo surdo.
languidamente ébria,
tão claro como o escuro,
mil abraços,
disperso, recoberto,
sintomáticas confusões,
paródias e procissões.
doce, amargo,
escuro, claro,
amor, amor,
lembranças a parte.
seu queixo peludo,
seu meio quase cheio,
absurdo.
bochecha nos dedos,
e os rostos?
rostos colados...
tender, smooth?
nunca mais...
te conheço,
e adoro te conheçer,
cada dia mais,
esse vício de adoecer.
me impregna,
de um amor nunca consumado,
desejado, ou reconhecido.
esse outro que bate mais,
mesmo sendo surdo.
languidamente ébria,
tão claro como o escuro,
mil abraços,
disperso, recoberto,
sintomáticas confusões,
paródias e procissões.
doce, amargo,
escuro, claro,
amor, amor,
lembranças a parte.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
c'est la vie
olha que frase bacana que eu vi em um banheiro por aí:
"para esqueçer um amor platônico,
nada melhor que uma trepada homérica..."
sacou, sacou???
platão, homero.. genial...
"para esqueçer um amor platônico,
nada melhor que uma trepada homérica..."
sacou, sacou???
platão, homero.. genial...
bababá
rock'n roll é do demônio
comunismo é imoral
e enquanto isso em algum andar, de algum prédio dos jardins,
o dr. Antonio Moreira Andrada, e esposa, convidam para orgia particular.
com porções pessoais de champagne, lubrificante e cocaína.
obs: tomara que ninguém seja parente de alguém chamado assim.
comunismo é imoral
e enquanto isso em algum andar, de algum prédio dos jardins,
o dr. Antonio Moreira Andrada, e esposa, convidam para orgia particular.
com porções pessoais de champagne, lubrificante e cocaína.
obs: tomara que ninguém seja parente de alguém chamado assim.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
seca o sal, dá um trago
deus do céu!
nesse instante a felicidade de novo arrebatando um sorriso meu!
ana, ana, ana!
não se esqueçe menina!
que a vida é linda!
que a vida é ótima!
não se esqueçe dessa pureza molhada das coisas,
que o que te deixa triste,
corre, foge, e se esconde,
perante essa verdade que se afaga,
sólida como o monolito!
que o abraço é quente,
que o que acontece entre agente,
é real, forte e firme...
não se esqueçe não,
senão eles levam agente...
nesse instante a felicidade de novo arrebatando um sorriso meu!
ana, ana, ana!
não se esqueçe menina!
que a vida é linda!
que a vida é ótima!
não se esqueçe dessa pureza molhada das coisas,
que o que te deixa triste,
corre, foge, e se esconde,
perante essa verdade que se afaga,
sólida como o monolito!
que o abraço é quente,
que o que acontece entre agente,
é real, forte e firme...
não se esqueçe não,
senão eles levam agente...
terça-feira, dezembro 06, 2005
listras brancas
i saw you standing in the corner
on the edge of a burning light
i saw you standing in the corner
come to me again,
in the cold, cold night...
in the cold, cold night......
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Adeus.
por mero capricho queria saber desenhar.
poder desenhar sua boca, sua nuca.
mas seus olhos são só seus,
e talvez de um outro a mais.
e assim como é impossível
tê-la na vida,
é impossível,
retê-la no papel.
a bic não sabe mais que repetir palavras tristes.
por mero capricho queria saber desenhar.
poder desenhar sua boca, sua nuca.
mas seus olhos são só seus,
e talvez de um outro a mais.
e assim como é impossível
tê-la na vida,
é impossível,
retê-la no papel.
a bic não sabe mais que repetir palavras tristes.
por mero capricho queria saber desenhar.
domingo, dezembro 04, 2005
Drumundana
"e agora maria?
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou apagou
à luz do dia
e agora maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria"
alice ruiz
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou apagou
à luz do dia
e agora maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria"
alice ruiz
sábado, dezembro 03, 2005
texto de merda
meio homem na avenida,
a metade você escolhe,
depende dos ângulos como as idéias.
na mente, um pente desfilado,
de balas cruas e nuas,
contra os peitos abertos,
de quem me traz amargura.
e sem ninguém, deserto,
não vê?
se não fossem esses,
seriam outros tantos,
iguais, até demais.
posição de feto,
- algo mais?
o resto todo suga.
essa atmosfera depressiva.
a metade você escolhe,
depende dos ângulos como as idéias.
na mente, um pente desfilado,
de balas cruas e nuas,
contra os peitos abertos,
de quem me traz amargura.
e sem ninguém, deserto,
não vê?
se não fossem esses,
seriam outros tantos,
iguais, até demais.
posição de feto,
- algo mais?
o resto todo suga.
essa atmosfera depressiva.
esqueçe
já me esqueci qual era a verdade.
emudecer é uma maneira de não se perder na transitoriedade das palavras.
emudecer é uma maneira de não se perder na transitoriedade das palavras.
sequência de fatos pouco prováveis
-se você é uma ilha, eu sou um rio, combinado?
os passos intermináveis pelos mesmos caminhos,
são os instantes, dos mesmos percursos,
(cansaço)
-os meus dias todos são seus
sequência eloquente de instantes,
o primeiro e o terceiro surto,
a sístole a diástole, um descompasso,
que a miséria é quase poesia.
A chama dos isqueiros seus olhos trigueiros a noite sua chama.
Eu não fumo mais,
e nunca te vi.
as mãos não alcançam os fantasmas do passado,
não alcançam as esperanças mórbidas,
não alcançam o instante virtual.
não vivemos, a-guardemos.
os passos intermináveis pelos mesmos caminhos,
são os instantes, dos mesmos percursos,
(cansaço)
-os meus dias todos são seus
sequência eloquente de instantes,
o primeiro e o terceiro surto,
a sístole a diástole, um descompasso,
que a miséria é quase poesia.
A chama dos isqueiros seus olhos trigueiros a noite sua chama.
Eu não fumo mais,
e nunca te vi.
as mãos não alcançam os fantasmas do passado,
não alcançam as esperanças mórbidas,
não alcançam o instante virtual.
não vivemos, a-guardemos.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
meu nome é ismael
as mãos do pescador se magoaram, logo antes de comer o peixe com gosto doce, pra mim isso foi hemingway. (sem sensibilidade alguma, o outro cara que quase morreu de fome, essa, era a infelicidade do gabriel.)
era como os olhos do caveleiro, olhando para os olhos do cavalo, eram os mesmo olhos claros, e o olhar é como o fogo, é vivo, e arde.
o cheiro da carne mal-passada também era vivo, vivo a dar com o pau, diria alguém, mas eu não diria tanto, já que a mente, o corpo, podem estar sempre dormentes.
e como o sonho de chico, dessa condição de pós-moderno feito de contornos e de ausências, apareceu o jovenzinho, com as guitarras. não há meios, caro amigo, de se evitar ser jovem, se é, se é jovem! e vivo meu deus! por isso andamos tão felizes! o jovenzinho a transcender com a guitarra, não há nada mais fiel, mais honesto, que aquele transe! o suor doce como o peixe do início, o amor doce como o velho do fim, manuelzão e miguelim, e em tudo essa beleza, do que é vivo, e só morre, se perece, meu deus a vida é linda, vista deste lado do espelho.
era como os olhos do caveleiro, olhando para os olhos do cavalo, eram os mesmo olhos claros, e o olhar é como o fogo, é vivo, e arde.
o cheiro da carne mal-passada também era vivo, vivo a dar com o pau, diria alguém, mas eu não diria tanto, já que a mente, o corpo, podem estar sempre dormentes.
e como o sonho de chico, dessa condição de pós-moderno feito de contornos e de ausências, apareceu o jovenzinho, com as guitarras. não há meios, caro amigo, de se evitar ser jovem, se é, se é jovem! e vivo meu deus! por isso andamos tão felizes! o jovenzinho a transcender com a guitarra, não há nada mais fiel, mais honesto, que aquele transe! o suor doce como o peixe do início, o amor doce como o velho do fim, manuelzão e miguelim, e em tudo essa beleza, do que é vivo, e só morre, se perece, meu deus a vida é linda, vista deste lado do espelho.
todo tempo do mundo
é tão morno se apaixonar... lentamente, como o adormecer... e quando se encontra durmindo, não quer mais acordar... pensar uma vez, depois duas vezes, até que de repente, o outro é quase você, é tão seu, por ser tão dele, que se quer rir de tudo... e se é feliz pelas razões mais simples, porque fez sol ou porque fez chuva... o que importa são saudades...
terça-feira, novembro 29, 2005
Blue Print
se eu tivesse uma alma,
venderia pro diabo,
pra nunca mais ter de sentir,
pra nunca mais ter de pensar.
se você ouviu falar,
de outros tantos loucos comodistas,
felizes só pela metade,
livre-se do mal, não se prenda,
a esperança repousa na gorjeta.
pra que tanto molho meu deus?
pergunta Rocco Garboso,
mas o meu pai não pergunta nada.
o homem por trás do óculos e do bigode,
é meu professor de matemática,
sinto lhe informar mas ele é alcoolatra.
venderia pro diabo,
pra nunca mais ter de sentir,
pra nunca mais ter de pensar.
se você ouviu falar,
de outros tantos loucos comodistas,
felizes só pela metade,
livre-se do mal, não se prenda,
a esperança repousa na gorjeta.
pra que tanto molho meu deus?
pergunta Rocco Garboso,
mas o meu pai não pergunta nada.
o homem por trás do óculos e do bigode,
é meu professor de matemática,
sinto lhe informar mas ele é alcoolatra.
perdas e danos (1X2)
"esses dias... quando eu não ouvia a mim, ( meu demônio), mas sim, pensava... desejei em um instante só, que todos se esqueceçem como eu... e foi depois, desejando o contrário, ser lembrada até o fim, que percebi: todo o meu esforço pra esqueçer, não é enfim tão hábil... o esforço é sempre um pouco dissipado, sempre um pouco em vão... me esqueço talvez porque tenha medo do esquecimento, porque quando me esqueçem, me fazem sofrer... e por último me lembrei, que como todos, sou humana, e que aos outros, esqueçendo, também faço sofrer... no fundo queria lembrar eternamente.. e só naum o faço para me manter longe, de qualquer amargura, bolor ou mofo, que tem as coisas do passado... "
- um dia um cabeludo me disse, eles estão loucos.
e um outro me contou, que ninguém nunca ganha, ou perde, - se desenvolve.
- um dia um cabeludo me disse, eles estão loucos.
e um outro me contou, que ninguém nunca ganha, ou perde, - se desenvolve.
sábado, novembro 26, 2005
e as mensagens subliminares??
me sinto como se tivesse um caderno novo... as milhares de páginas brancas, e a lombada macia..... ahhhh... acariciar a capa de cheiro novo, se deliciando internamente com a possibilidade de o encher de textos.....
é quase como conheçer pessoas novas... e a possibilidade de sentir coisas novas, e depois lembra-las... uiuiui... sentir aquela maldita dor de estomago....
é quase como conheçer pessoas novas... e a possibilidade de sentir coisas novas, e depois lembra-las... uiuiui... sentir aquela maldita dor de estomago....
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